Donald Trump minimizou preocupações econômicas, culpou democratas pela inflação e defendeu políticas anti-imigratórias, alertando sobre ambições nucleares do Irã em seu discurso do Estado da União.
O presidente dos EUA, Donald Trump, proferiu o tradicional discurso do 'Estado da União' no Congresso, um evento crucial que ocorre sob intensa pressão eleitoral e em meio à crise com o Irã. O pronunciamento teve como objetivo principal apresentar um balanço de sua administração e delinear as prioridades para o ano, buscando energizar sua base eleitoral. Trump alertou que o Irã busca armas nucleares e mísseis capazes de atingir os EUA, relembrando ataques americanos contra o programa nuclear iraniano e garantindo que não permitirá que o país obtenha uma arma nuclear, prometendo 'enfrentar ameaças' aos EUA. A oposição democrata, por sua vez, planejou boicotar o evento em protesto contra as políticas do presidente, com a governadora da Virgínia apresentando a resposta oficial democrata, e um comício alternativo sendo planejado no National Mall.
Em seu discurso, Trump minimizou as preocupações econômicas, declarando que a economia dos EUA está 'muito bem', com inflação em queda e rendas em alta. Ele atribuiu a culpa pelas preocupações com o custo de vida aos Democratas, chamando suas mensagens de 'mentira suja e repugnante', e evitou apresentar novas propostas para enfrentar o custo de vida, focando em exaltar seu pacote tributário e políticas comerciais. O presidente dedicou parte do discurso à economia, exaltando seu governo, destacando a queda da inflação, o aumento da renda e os recordes na produção de energia, ao mesmo tempo em que criticou a gestão anterior de Joe Biden. Ele também criticou a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas sobre produtos importados e propôs uma nova taxa global de 15% sobre importações, além de tarifas para empresas de IA e um plano para que empresas de tecnologia paguem mais por eletricidade.
Temas como a política de imigração e a política externa também estiveram em destaque. Trump defendeu políticas de fronteira rígidas, incluindo o 'Dia Nacional das Famílias de Anjos', mas acenou para estrangeiros que buscam viver legalmente nos EUA. Na política externa, o presidente destacou ações no cessar-fogo em Gaza, operações contra o Irã e o combate ao narcotráfico no hemisfério ocidental, além de pressionar por maior financiamento militar e endurecimento dos requisitos de identificação do eleitor. O discurso ocorreu após um período difícil para Trump, com críticas sobre imigração, Jeffrey Epstein e um revés na agenda tarifária, e buscou mobilizar emoções patrióticas, reconhecendo a seleção de hóquei, concedendo medalhas e destacando futuros eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.
InfoMoney • 25 fev, 06:27
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