Mais de 200 presos políticos na Venezuela iniciaram uma greve de fome para protestar contra as exclusões na recém-aprovada lei de anistia, com acompanhamento de familiares e do CICV.
Mais de 200 presos políticos na Venezuela, entre eles um gendarme argentino, iniciaram uma greve de fome em protesto contra as exclusões da lei de anistia aprovada pelo Parlamento na semana passada. O movimento teve início na prisão de El Rodeo, nos arredores de Caracas, e a situação está sendo acompanhada por familiares e por uma comissão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que visitou a penitenciária e outras unidades prisionais.
A lei de anistia, proposta pela presidente interina Delcy Rodríguez, não prevê a libertação automática e exclui casos militares, que representam a maioria dos detidos em El Rodeo I. Apesar disso, o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, afirmou que 1.500 presos políticos solicitaram liberdade pela anistia e que 11 mil em liberdade condicional terão liberdade plena. Algumas libertações já ocorreram, incluindo membros do partido Vente e aliados da líder opositora María Corina Machado.