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Mulher de desembargador operava sentenças e facilitou fuga de líder do PCC, diz CNJ

A mulher do desembargador Divoncir Schreiner Maran é acusada de intermediar sentenças no gabinete do marido, incluindo a decisão que permitiu a fuga de um líder do PCC.

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Foto: InfoMoney
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23/02 às 15:03

Pontos principais

  • Viviane Alves Gomes de Paula, esposa do desembargador Divoncir Schreiner Maran, é acusada de operar sentenças no gabinete do marido.
  • A investigação da Polícia Federal aponta que Viviane mantinha contato direto com o assessor do desembargador para tratar de processos.
  • Divoncir Maran concedeu prisão domiciliar a Gérson Palermo, líder do PCC, que rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu.
  • O CNJ impôs aposentadoria compulsória a Divoncir Maran e encaminhou o caso à Procuradoria-Geral para cassação da aposentadoria.
  • A PF suspeita de propina na decisão, lavada com 'gado de papel' e a participação do filho do desembargador.

A mulher do desembargador Divoncir Schreiner Maran, Viviane Alves Gomes de Paula, está sob acusação de operar sentenças no gabinete do marido, conforme revelado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A investigação da Polícia Federal indica que Viviane mantinha contato direto com o assessor de Divoncir para intermediar processos, incluindo a polêmica decisão que concedeu prisão domiciliar a Gérson Palermo, conhecido como 'Pigmeu' e líder do PCC. Após a concessão da prisão domiciliar, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e não foi mais localizado, gerando grande repercussão.

Diante dos fatos, o CNJ impôs aposentadoria compulsória a Divoncir Maran, mantendo-o inativo com vencimentos proporcionais, e encaminhou o caso à Procuradoria-Geral para a cassação definitiva da aposentadoria. A Polícia Federal ainda suspeita que o desembargador tenha recebido propina pela decisão, com a lavagem do dinheiro ocorrendo através de um esquema de 'gado de papel' que envolveria seu filho, Vanio Maran.

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