A mulher do desembargador Divoncir Schreiner Maran é acusada de intermediar sentenças no gabinete do marido, incluindo a decisão que permitiu a fuga de um líder do PCC.
A mulher do desembargador Divoncir Schreiner Maran, Viviane Alves Gomes de Paula, está sob acusação de operar sentenças no gabinete do marido, conforme revelado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A investigação da Polícia Federal indica que Viviane mantinha contato direto com o assessor de Divoncir para intermediar processos, incluindo a polêmica decisão que concedeu prisão domiciliar a Gérson Palermo, conhecido como 'Pigmeu' e líder do PCC. Após a concessão da prisão domiciliar, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e não foi mais localizado, gerando grande repercussão.
Diante dos fatos, o CNJ impôs aposentadoria compulsória a Divoncir Maran, mantendo-o inativo com vencimentos proporcionais, e encaminhou o caso à Procuradoria-Geral para a cassação definitiva da aposentadoria. A Polícia Federal ainda suspeita que o desembargador tenha recebido propina pela decisão, com a lavagem do dinheiro ocorrendo através de um esquema de 'gado de papel' que envolveria seu filho, Vanio Maran.