Uma coalizão internacional, incluindo o Instituto Sou da Paz, solicita que a OMS reconheça a violência armada como uma questão de saúde pública e desenvolva programas para combatê-la, citando altos custos e impactos no Brasil.
Uma coalizão internacional, que inclui o Instituto Sou da Paz, está pressionando a Organização Mundial da Saúde (OMS) para que reconheça a violência armada como um problema de saúde pública e implemente programas específicos para seu combate. Apesar de a violência armada afetar mais de 250 mil pessoas anualmente, a OMS ainda não possui uma abordagem consistente para lidar com essa questão, diferentemente de outras causas de morte externa, como o tabagismo, que já foram alvo de programas bem-sucedidos.
A ausência de resoluções específicas sobre armas de fogo na Assembleia Mundial da Saúde, em contraste com as 39 menções a violência em geral, levanta preocupações. No Brasil, os custos são palpáveis: o SUS gastou R$ 42,3 milhões em 2024 apenas com internações de vítimas de armas de fogo. A coalizão atribui essa inação da OMS a pressões políticas e econômicas da indústria armamentista, sugerindo que a organização integre a temática em estratégias existentes, regule práticas de marketing e pesquise o lobby da indústria, além de aprimorar a coleta global de dados sobre mortes e ferimentos por armas de fogo.