Coalizão internacional pede que OMS trate violência armada como problema de saúde pública
Uma coalizão internacional, incluindo o Instituto Sou da Paz, solicita que a OMS reconheça a violência armada como uma questão de saúde pública e desenvolva programas para combatê-la, citando altos custos e impactos no Brasil.
Pontos principais
- A violência armada afeta mais de 250 mil pessoas anualmente, mas a OMS não possui um programa consistente para tratá-la como risco à saúde pública.
- Das 3.230 resoluções da Assembleia Mundial da Saúde (AMS) entre 1948 e 2024, apenas 39 mencionaram violência e nenhuma armas de fogo.
- No Brasil, o SUS gastou R$ 42,3 milhões em 2024 com internações de vítimas de armas de fogo, valor que poderia ser direcionado para prevenção ou outros tratamentos.
- A falta de ação da OMS é atribuída a pressões políticas e econômicas, alinhadas aos interesses da indústria armamentista, que atua como um "determinante comercial negativo da saúde".
- A coalizão sugere que a OMS integre a temática da violência armada em estratégias existentes, enfrente a indústria armamentista e melhore a coleta global de dados sobre mortes e ferimentos por armas de fogo.
Uma coalizão internacional, que inclui o Instituto Sou da Paz, está pressionando a Organização Mundial da Saúde (OMS) para que reconheça a violência armada como um problema de saúde pública e implemente programas específicos para seu combate. Apesar de a violência armada afetar mais de 250 mil pessoas anualmente, a OMS ainda não possui uma abordagem consistente para lidar com essa questão, diferentemente de outras causas de morte externa, como o tabagismo, que já foram alvo de programas bem-sucedidos.
A ausência de resoluções específicas sobre armas de fogo na Assembleia Mundial da Saúde, em contraste com as 39 menções a violência em geral, levanta preocupações. No Brasil, os custos são palpáveis: o SUS gastou R$ 42,3 milhões em 2024 apenas com internações de vítimas de armas de fogo. A coalizão atribui essa inação da OMS a pressões políticas e econômicas da indústria armamentista, sugerindo que a organização integre a temática em estratégias existentes, regule práticas de marketing e pesquise o lobby da indústria, além de aprimorar a coleta global de dados sobre mortes e ferimentos por armas de fogo.
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