Coalizão pede que OMS trate a violência armada como problema de saúde pública
Uma coalizão internacional, incluindo o Instituto Sou da Paz, pede que a OMS reconheça a violência armada como um problema de saúde pública e desenvolva programas para combatê-la, destacando os altos custos e impactos no Brasil e a influência da indústria armamentista.
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10/02 às 15:44
Pontos principais
- A violência armada afeta mais de 250 mil pessoas anualmente, mas a OMS não possui um programa consistente para tratá-la como risco à saúde pública.
- Natália Pollachi, do Instituto Sou da Paz, destaca que a OMS já teve sucesso com programas para outras causas de morte externa, como o tabagismo.
- Das 3.230 resoluções da AMS entre 1948 e 2024, apenas 39 mencionaram violência e nenhuma armas de fogo.
- No Brasil, o SUS gastou R$ 42,3 milhões em 2024 com internações de vítimas de armas de fogo, valor que poderia ser usado em prevenção ou outros tratamentos.
- A falta de ação da OMS é atribuída a pressões políticas e econômicas, alinhadas aos interesses da indústria armamentista, que atua como um "determinante comercial negativo da saúde".
- A coalizão sugere que a OMS integre a temática da violência armada em estratégias existentes e enfrente a indústria armamentista, regulando práticas de marketing e pesquisando seu lobby.
- Recomenda-se a melhoria na coleta global de dados sobre mortes e ferimentos por armas de fogo, incluindo a criação de um observatório global.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Natália Pollachi (diretora de projetos do Instituto Sou da Paz)
Organizações
Organização Mundial da Saúde (OMS)Instituto Sou da PazCoalizão Global para a Ação da OMS sobre Violência ArmadaAssembleia Mundial da Saúde (AMS)Sistema Único de Saúde (SUS)
Lugares
América LatinaBrasil

