O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, descartou a criação de um exército europeu separado, argumentando que tal medida enfraqueceria o continente e seria vista com bons olhos por Vladimir Putin, apesar das preocupações com o compromisso de Donald Trump.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, manifestou-se contra a formação de um exército europeu independente, uma proposta que ganhou força devido às incertezas sobre o futuro compromisso de Donald Trump com a segurança da Europa. Rutte argumentou que a criação de uma força militar europeia separada não apenas enfraqueceria o continente, mas também seria um desenvolvimento bem-vindo por Vladimir Putin, pois sobrecarregaria e diluiria as capacidades militares europeias. Ele enfatizou a necessidade de os países europeus aumentarem sua responsabilidade dentro da estrutura da OTAN, em vez de buscar alternativas que poderiam comprometer a eficácia da aliança transatlântica.
De acordo com Rutte, um exército europeu separado implicaria custos financeiros significativamente maiores do que os atualmente alocados para a OTAN e, crucialmente, resultaria na perda do 'guarda-chuva nuclear dos EUA', um pilar fundamental da segurança europeia. A discussão sobre uma força europeia foi levantada por figuras como o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, e o comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, refletindo a busca por maior autonomia defensiva. Contudo, a posição da OTAN, articulada por Rutte, ressalta a importância de manter a unidade e a força da aliança existente para enfrentar os desafios de segurança.