Donald Trump utiliza ameaças de tarifas como tática de negociação, gerando impacto nas relações internacionais e mercados, embora muitas dessas ameaças não se concretizem.
A política comercial de Donald Trump é marcada por uma estratégia de ameaças tarifárias que, embora nem sempre concretizadas, demonstram ser uma ferramenta de poder e negociação. O ex-presidente impôs mais tarifas do que qualquer antecessor em um século, mas este número representa apenas uma fração das sanções que ele de fato ameaçou aplicar. Casos como a retirada de tarifas propostas contra países europeus, após discussões sobre a Groenlândia, ilustram a dinâmica de ameaça e recuo.
Essa abordagem, apelidada de “TACO trade” (Trump Always Chickens Out), visa forçar concessões comerciais e resolver conflitos, mas sua eficácia tem diminuído à medida que outros países se adaptam. A volatilidade gerada por essas ameaças preocupa até mesmo defensores do protecionismo, que veem um risco de desestabilização de acordos. A reação dos mercados financeiros e a possibilidade de retaliação internacional são fatores cruciais que frequentemente influenciam os recuos de Trump em suas propostas tarifárias.