A corrida pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maranhão tem gerado uma crescente tensão política entre o governador Carlos Brandão e o grupo ligado ao ministro Flávio Dino. A disputa se concentra na sucessão estadual, com Brandão buscando promover seu sobrinho, Orleans Brandão, enquanto os aliados de Dino apoiam o atual vice-governador, Felipe Camarão, filiado ao PT. A situação foi agravada por vazamentos de gravações que expuseram acordos políticos não cumpridos após as eleições de 2024, aprofundando a ruptura entre as facções.
Lula, por sua vez, manifestou preocupação com o racha, pedindo responsabilidade aos envolvidos e alertando para o risco de beneficiar adversários políticos. Ele chegou a sugerir que Brandão disputasse uma vaga no Senado, o que o obrigaria a deixar o governo, mas o governador tem resistido a essa proposta, temendo dar visibilidade a Camarão. Enquanto isso, o PT estadual tenta mediar uma união entre as alas ou, alternativamente, lançar uma candidatura de terceira via, embora a reconciliação seja considerada improvável diante do cenário de acusações e desconfiança mútua.
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