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Vice-governador do Maranhão xinga dirigente do PT e expõe racha sucessório

Mensagens vazadas revelam o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), xingando um dirigente petista, evidenciando a profunda divisão interna do partido na disputa pela sucessão estadual e o apoio de Lula.

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Foto: InfoMoney
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30/01 às 18:01

Pontos principais

  • Felipe Camarão (PT), vice-governador do Maranhão, xingou Frederich Marx, dirigente do PT em Viana, em mensagens vazadas, expondo um racha na sigla.
  • Camarão, aliado de Flávio Dino, busca a candidatura do PT ao governo do Maranhão e disputa o apoio do presidente Lula com o atual governador Carlos Brandão.
  • Carlos Brandão (sem partido) tenta emplacar seu sobrinho, Orleans Brandão, como sucessor, enquanto Lula sugere que Brandão concorra ao Senado.
  • A divisão no PT maranhense se intensificou após vazamentos sobre acordos não cumpridos, gerando críticas de Lula, que pediu responsabilidade aos envolvidos.
  • Camarão afirma ter apoio da presidência nacional do PT e dialoga com outros partidos, condicionando a união com Brandão ao cumprimento de acordos de 2022.

A disputa pela sucessão no governo do Maranhão expôs um racha profundo no Partido dos Trabalhadores (PT) local, com o vice-governador Felipe Camarão (PT) xingando um dirigente da sigla em mensagens vazadas. Camarão, que almeja ser o candidato petista ao governo e conta com o apoio de Flávio Dino, disputa a preferência do presidente Lula com o atual governador Carlos Brandão (sem partido), que busca emplacar seu sobrinho, Orleans Brandão, como sucessor. A situação é complexa, com Lula sugerindo que Brandão concorra ao Senado e o diretório estadual do PT avaliando diferentes cenários, incluindo o apoio a Camarão ou a um sucessor de Brandão.

A tensão interna se intensificou após o vazamento de gravações sobre acordos não cumpridos, o que gerou críticas do presidente Lula, que pediu responsabilidade aos envolvidos. Camarão, por sua vez, afirma ter o apoio da presidência nacional do PT e mantém diálogo com outros partidos, indicando que uma união com Brandão seria possível apenas se os acordos firmados em 2022 forem respeitados. A possibilidade de o PT apoiar o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), em uma aliança nacional, é vista como improvável, mas reflete a complexidade do cenário político maranhense.

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