Donald Trump lançará o "Conselho da Paz" em Davos, focado na manutenção da paz e reconstrução de Gaza, com oito países já confirmando adesão, gerando preocupações sobre seu impacto na ONU.
Donald Trump está programado para lançar o "Conselho da Paz" nesta quinta-feira em Davos, uma iniciativa ambiciosa focada na manutenção da paz e reconstrução da Faixa de Gaza. Com cerca de 60 lideranças mundiais convidadas, incluindo o presidente brasileiro Lula, o conselho visa abordar a crise na região e, potencialmente, expandir sua atuação para outros conflitos internacionais. A proposta prevê que Trump tenha um mandato vitalício como presidente do grupo, com amplos poderes, e que países interessados em um assento permanente contribuam com US$ 1 bilhão.
A criação do conselho, que estava prevista na segunda fase do acordo de paz mediado pelos EUA entre Israel e Hamas, já conta com a adesão formal de oito países. No entanto, a iniciativa tem levantado sérias preocupações na comunidade internacional, que teme que o "Conselho da Paz" possa se tornar uma "ONU paralela", enfraquecendo o papel e a autoridade da Organização das Nações Unidas. A participação palestina no conselho ainda não está clara, o que levanta dúvidas sobre a efetividade e os reais interesses por trás da proposta.