Donald Trump propôs um 'Conselho de Paz' para Gaza, convidando líderes como Lula e Milei, mas a iniciativa gera controvérsia por supostas taxas de US$ 1 bilhão e preocupações sobre seu impacto na ONU.
Donald Trump anunciou a criação de um 'Conselho de Paz' para Gaza, convidando líderes globais como o rei Abdullah II da Jordânia, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente argentino Javier Milei. A iniciativa, parte da segunda fase de seu plano para desmilitarizar e reconstruir a Faixa de Gaza, visa estabelecer um governo de transição e supervisionar aspectos cruciais como governança, reconstrução, investimentos e financiamento na região.
No entanto, a proposta tem gerado controvérsia. Documentos obtidos pela Bloomberg e Reuters indicam que o estatuto do conselho poderia prever uma contribuição de US$ 1 bilhão para países que desejam uma vaga permanente ou vitalícia. Embora a Casa Branca tenha negado a existência de uma taxa mínima de adesão, afirmando que a filiação é para nações com profundo compromisso com a paz, a notícia levantou questionamentos sobre a natureza da organização. Além disso, líderes mundiais têm demonstrado cautela, expressando preocupações anônimas sobre o impacto que uma 'ONU alternativa', como alguns a descrevem, poderia ter nas estruturas diplomáticas existentes e no trabalho da Organização das Nações Unidas.
Trump se posicionaria como presidente inaugural do conselho, concentrando grande autoridade, e já designou o major-general Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza. A decisão de Lula de aceitar ou não o convite é vista como um dilema diplomático, dada suas críticas anteriores a Israel. Enquanto isso, Javier Milei já confirmou ter sido convidado e expressou interesse em participar.
A proposta de Trump, que inclui a formação de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) e a desmilitarização completa da região, busca um acordo com o Hamas e a reconstrução do território. A complexidade da iniciativa e as reações internacionais sublinham os desafios de se estabelecer uma nova estrutura de paz em um dos conflitos mais sensíveis do mundo.
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