IDHM — Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
A adaptação brasileira do IDH, calculada para o país, para os 27 estados e para os municípios — a régua com que se compara uma cidade com outra.
2024
0,805
vs. 2023
+0,007
Série
1991 a 2024
O que é este indicador
O IDHM é o IDH refeito com os dados que existem dentro do Brasil, por PNUD, Ipea e Fundação João Pinheiro. As três dimensões são as mesmas — longevidade, educação e renda —, e o índice é a média geométrica das três.
Por que ele existe. O IDH global usa insumos que só fazem sentido por país: renda nacional bruta em paridade de poder de compra, anos esperados de estudo estimados a partir de matrículas nacionais. Nada disso desce a um município de 8 mil habitantes. O IDHM troca cada insumo pelo equivalente que o Censo mede em toda cidade — renda per capita municipal, fluxo escolar da população jovem, esperança de vida estimada localmente.
Não é o IDH que sai no ranking mundial. O IDH do PNUD e o IDHM medem as mesmas três dimensões, mas com indicadores e limites diferentes — o IDHM usa o que existe para um município brasileiro (renda per capita municipal, fluxo escolar), o IDH global usa o que existe para qualquer país (renda nacional bruta per capita em paridade de poder de compra, anos esperados de estudo). Os dois números não são comparáveis entre si, e a diferença entre eles não mede nada.
As faixas do IDHM. Muito baixo até 0,499; baixo de 0,500 a 0,599; médio de 0,600 a 0,699; alto de 0,700 a 0,799; muito alto de 0,800 em diante.
O que o número esconde. É uma média: um município pode subir de faixa porque a renda média cresceu num bairro só. O Atlas publica ao lado o IDHM por grupos populacionais e as Unidades de Desenvolvimento Humano justamente porque a desigualdade dentro da cidade não aparece aqui.
A queda de 2021 é a pandemia, e foi na longevidade. O índice do Brasil caiu de 0,776 em 2020 para 0,757 em 2021, a maior queda da série. A dimensão que despencou foi a longevidade (0,830 → 0,796): a esperança de vida ao nascer recuou com as mortes por covid-19. Educação continuou subindo nos dois anos, e renda caiu bem menos. Em 2022 o índice voltou a subir e superou o patamar pré-pandemia.
Cada ponto vem de uma pesquisa, e elas mudam no meio. Os pontos de 1991, 2000 e 2010 saem dos Censos Demográficos; de 2012 em diante, da PNAD Contínua, que é uma amostra. 2011 não existe em nenhuma das duas — o gráfico mostra o buraco em vez de ligar 2010 a 2012 como se fossem anos vizinhos. É a série encadeada publicada pelo Ipea, e não uma emenda nossa.
No município, o dado mais recente é de 2010. O IDHM municipal só existe a partir do Censo, porque é o único levantamento que chega a todas as cidades; a PNAD Contínua, que sustenta os pontos anuais do Brasil e dos estados, não tem amostra para isso. O Censo de 2022 ainda não foi convertido em IDHM municipal pelo Atlas. Um ranking de cidades daqui é, portanto, uma fotografia de 2010 — não do Brasil de hoje.
Por estado
As 27 unidades da federação em 2024, da maior para a menor.
| # | Estado | 2024 |
|---|---|---|
| 1 | Distrito Federal | 0,866 |
| 2 | São Paulo | 0,838 |
| 3 | Santa Catarina | 0,833 |
| 4 | Paraná | 0,822 |
| 5 | Rio de Janeiro | 0,819 |
| 6 | Rio Grande do Sul | 0,818 |
| 7 | Goiás | 0,815 |
| 8 | Mato Grosso | 0,812 |
| 9 | Minas Gerais | 0,809 |
| 10 | Espírito Santo | 0,804 |
| 11 | Mato Grosso do Sul | 0,797 |
| 11 | Tocantins | 0,797 |
| 13 | Rondônia | 0,786 |
| 14 | Roraima | 0,780 |
| 15 | Rio Grande do Norte | 0,778 |
| 16 | Ceará | 0,773 |
| 17 | Amazonas | 0,767 |
| 17 | Pernambuco | 0,767 |
| 19 | Piauí | 0,764 |
| 20 | Sergipe | 0,761 |
| 21 | Paraíba | 0,760 |
| 22 | Amapá | 0,759 |
| 22 | Bahia | 0,759 |
| 24 | Pará | 0,758 |
| 25 | Acre | 0,754 |
| 26 | Alagoas | 0,746 |
| 27 | Maranhão | 0,745 |
Por município
Os 10 primeiros dos 5.564 municípios em 2010. Ver o ranking completo, com a lista de cada estado.
| # | Município | 2010 |
|---|---|---|
| 1 | São Caetano do SulSP | 0,862 |
| 2 | Águas de São PedroSP | 0,854 |
| 3 | FlorianópolisSC | 0,847 |
| 4 | Balneário CamboriúSC | 0,845 |
| 4 | VitóriaES | 0,845 |
| 6 | SantosSP | 0,840 |
| 7 | NiteróiRJ | 0,837 |
| 8 | JoaçabaSC | 0,827 |
| 9 | BrasíliaDF | 0,824 |
| 10 | CuritibaPR | 0,823 |
Série completa
| Período | IDHM | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2024 | 0,805 | +0,007 |
| 2023 | 0,798 | +0,010 |
| 2022 | 0,788 | +0,031 |
| 2021 | 0,757 | −0,019 |
| 2020 | 0,776 | −0,006 |
| 2019 | 0,782 | +0,005 |
| 2018 | 0,777 | +0,007 |
| 2017 | 0,770 | +0,003 |
| 2016 | 0,767 | +0,005 |
| 2015 | 0,762 | +0,002 |
| 2014 | 0,760 | +0,008 |
| 2013 | 0,752 | +0,008 |
| 2012 | 0,744 | +0,017 |
| 2010 | 0,727 | +0,115 |
| 2000 | 0,612 | +0,119 |
| 1991 | 0,493 | — |
