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Taxa de homicídios

Homicídios por 100 mil habitantes — o número que permite comparar anos, e o que a ONU usa para comparar países.

2024

20,0

vs. 2023

−7,3%

Série

1990 a 2024

O que é este indicador

A mesma contagem de homicídios registrados, dividida pela população e multiplicada por 100 mil. É a forma padrão de medir violência letal, e a única que faz sentido comparar ao longo do tempo.

A taxa é por 100 mil habitantes. O numerador vem do SIM, o denominador das estimativas de população do IBGE. É o número que permite comparar anos: entre 1990 e 2024 a população brasileira cresceu perto de 50%, então uma contagem estável já seria uma queda.

A escala importa para ler o número. A ONU trata taxa acima de 10 como epidemia de violência. O Brasil não passou um único ano da série abaixo disso: partiu de 19,4 em 1990, passou de 30 em 2017 e voltou a 20,0 em 2024 — o menor valor da série, e ainda o dobro do patamar epidêmico.

O número vem do atestado de óbito, não do boletim de ocorrência. O Atlas da Violência tabula o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, que registra a causa da morte declarada pelo médico legista. É uma régua diferente da estatística criminal das polícias, publicada no Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública: uma conta mortes, a outra conta ocorrências registradas. Os dois números nunca coincidem, e a diferença entre eles não mede subnotificação — mede duas formas de olhar para o mesmo fato.

Série completa

PeríodoTaxa de homicídiosvs. período anterior
202420,0−7,3%
202321,6−1,8%
202222,0−3,3%
202122,8−4,5%
202023,8+8,9%
201921,9−22,0%
201828,1−12,2%
201732,0+4,3%
201630,7+5,0%
201529,2−3,1%
201430,1+4,5%
201328,8−0,2%
201228,9+7,2%
201126,9−1,1%
201027,2+1,0%
200926,9+1,7%
200826,5+4,0%
200725,5−4,0%
200626,5+2,1%
200526,0−2,7%
200426,7−6,2%
200328,4+2,2%
200227,8+2,4%
200127,1+4,3%
200026,0+5,1%
199924,7+0,9%
199824,5+2,1%
199724,0+2,6%
199623,4+12,7%
199520,8+12,1%
199418,5+4,9%
199317,7+6,1%
199216,7−9,3%
199118,4−5,6%
199019,4