Nelson Tanure é um empresário brasileiro conhecido por adquirir e reestruturar empresas em diversos setores, como energia, telecomunicações e mídia, frequentemente em meio a disputas societárias. Sua carreira é marcada pela atuação em companhias com dificuldades financeiras, transformando-as em negócios viáveis. Atualmente, Tanure está sob investigação da Polícia Federal, sendo alvo de buscas em uma operação que apura fraudes no Banco Master, instituição financeira que também está sob escrutínio.
Nelson Tanure é um empresário brasileiro conhecido por sua atuação na aquisição e reestruturação de empresas em dificuldades financeiras em diversos setores, como energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia. Sua trajetória é marcada por um perfil polêmico e pelo envolvimento em disputas societárias e processos de renegociação de dívidas. Em janeiro de 2026, Tanure foi alvo de buscas pela Polícia Federal (PF) em uma nova fase de uma operação que investiga fraudes no Banco Master.
A Polícia Federal deflagrou uma operação que mirou Nelson Tanure como parte de uma investigação sobre fraudes no Banco Master. Em 14 de janeiro de 2026, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão contra alvos envolvidos nas supostas fraudes, incluindo Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur. A ação também incluiu buscas em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e a seus familiares, como o pai, a irmã e o cunhado. A operação representa um desdobramento das investigações que apuram irregularidades financeiras relacionadas à instituição bancária, sendo esta a segunda fase da operação.
Nascido em Salvador em 1951, Tanure é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ele iniciou sua carreira na empresa imobiliária de seu pai e, a partir da década de 1980, passou a atuar como acionista e investidor em companhias com dificuldades financeiras, estratégia que se tornou sua marca registrada. Entre seus primeiros negócios de destaque estão a aquisição de participação na Sequip, empresa de engenharia do setor de petróleo, e o controle de estaleiros em situação falimentar, como a Emaq, que foi reestruturada e vendida. Nos anos 2000, assumiu o controle de empresas de imprensa como o Jornal do Brasil e a Gazeta Mercantil. No setor de petróleo, foi um dos principais nomes ao assumir a então HRT, que deu origem à PetroRio (hoje PRIO). Nas telecomunicações, investiu na criação da Ligga Telecom, a partir da aquisição de ativos como a Copel Telecom e a Sercomtel. Na saúde, ampliou sua atuação ao assumir o controle da Alliança Saúde. No setor elétrico, é acionista da Light, além de investimentos recentes em ativos de infraestrutura.