A ativista Luisa Mell criticou Janja Lula da Silva por um vídeo preparando paca, gerando debate sobre a legalidade do consumo de animais silvestres no Brasil e repercussão nas redes.
A primeira-dama Janja Lula da Silva gerou repercussão ao publicar um vídeo preparando paca para o almoço de Páscoa com o presidente Lula. No vídeo, Janja explicou o preparo da carne, que ficou dois dias no tempero, e Lula elogiou o prato, chamando-o de "divino". A escolha do cardápio e a publicação geraram críticas e memes nas redes sociais, além de dúvidas sobre a legalidade do consumo de animais silvestres.
A ativista Luisa Mell criticou Janja, classificando o conteúdo como "irresponsável". Mell argumentou que o vídeo incentiva a caça e o consumo de animais silvestres, mesmo que a carne seja proveniente de criadouro legalizado. A ativista questionou a origem do animal e cobrou a apresentação de certificações que comprovem a legalidade da carne. Em resposta, Janja esclareceu que a carne foi um presente de um produtor legalizado e que a paca pode ser comercializada se for de criadouros especializados pelo Ibama.
A polêmica levantou questões sobre a legalidade do consumo de animais silvestres no Brasil. A legislação brasileira não proíbe o consumo de forma genérica, mas exige que a origem e o abate sejam legalizados. A caça e o consumo de espécies da fauna nativa são proibidos, exceto em casos de criação legalizada com autorização ambiental e controle sanitário. A legalidade do consumo de paca, por exemplo, depende de prova documental da origem regular do animal. O Globo Rural já exibiu uma reportagem sobre a criação legal de pacas em Tatuí, São Paulo, destacando que o processo para iniciar um criadouro é demorado e fiscalizado pelo governo e pelo Ibama.
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