Resultado da eleição
Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho (Republicanos), foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno das eleições de 4 de outubro de 2026. Pela totalização final do TSE, obteve 6.321.590 votos, equivalentes a 55,40% dos votos válidos. Patrus Ananias (PT) ficou em segundo, com 3.006.088 votos (26,35%). Como o vencedor superou a metade dos votos válidos, não houve segundo turno.
Em seguida vieram Flávio Roscoe (PL), com 6,97%, o governador em exercício Mateus Simões (PSD), com 4,65%, e Alexandre Kalil (PDT), com 3,54%. A última pesquisa Datafolha, divulgada em 1º de outubro, indicava 49% dos votos válidos para Cleitinho, dentro da margem de erro de três pontos para uma vitória no primeiro turno.
Vice-governador
O vice da chapa é Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas. A coligação "Minas é do Povo" reúne Republicanos e Podemos. A candidatura de Cleitinho foi registrada apenas em 14 de agosto, depois de semanas de impasse com a direção do Republicanos.
Quem é Cleitinho
Cleitinho tem 44 anos e nasceu em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Trabalhou no sacolão da família e atuou como músico antes de ganhar projeção com vídeos em redes sociais que criticavam gastos públicos. Foi eleito vereador de Divinópolis em 2016, deputado estadual em 2018 e senador em 2022, o mais votado do estado, com mais de 4,2 milhões de votos. Nunca ocupou cargo no Executivo. A vaga no Senado passa ao primeiro suplente, o empresário Alex Diniz (PL).
Propostas e prioridades
Após a vitória, Cleitinho citou como prioridades reduzir o IPVA, reduzir o custo de vida, melhorar as estradas e a saúde, e negociar com a União a dívida do estado, incluindo a renegociação no programa Propag. Também mencionou rever isenções fiscais, conceder reajuste ao funcionalismo ao menos pela inflação e ampliar ações de proteção às mulheres.
Para as filas de cirurgias eletivas, estimou que seria possível reduzi-las em "um ano, um ano e meio". Em debate na TV Globo, defendeu o fim da polarização, o diálogo com o governo federal independentemente de quem vença a Presidência, a redução do tamanho do Estado, uma reforma administrativa e menos burocracia. No dia da eleição, afirmou que sua "obrigação agora é pacificar" e que governaria para todos.
Secretariado e transição
Cleitinho disse que pretende convidar o governador Mateus Simões (PSD) para integrar o governo e que uma mulher comandaria a Secretaria de Educação. Até 8 de outubro de 2026, não havia lista de secretários divulgada.
A transição começou em 6 de outubro, quando Simões reuniu os secretários e secretários adjuntos e pediu a permanência de quadros técnicos. As reuniões com a equipe de Cleitinho serão públicas e transmitidas pela TV estatal. Cada secretaria deve entregar material ao novo governo a partir de 14 de outubro. As primeiras áreas a se reunir são saúde, infraestrutura, educação, desenvolvimento econômico, segurança pública, agricultura, cultura e turismo. Uma reunião específica sobre o Propag, que trata do refinanciamento da dívida de R$ 188 bilhões do estado com a União, está prevista para novembro.
Posse
Cleitinho e Falcão tomam posse em 6 de janeiro de 2027, no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, data fixada pela Emenda Constitucional 111/2021 para os governadores eleitos em 2026. O mandato vai até a posse dos sucessores, em 6 de janeiro de 2031.
Governo anterior
O governo em exercício é o de Mateus Simões (PSD), que disputou a eleição e ficou em quarto lugar, com 4,65% dos votos válidos. Na abertura da transição, Simões afirmou que a gestão termina com "entregas excepcionais".
