Quem é Gilson Finkelsztain
Gilson Finkelsztain é um executivo do mercado financeiro brasileiro, presidente-executivo (CEO) do Santander Brasil desde 1º de julho de 2026. Antes, foi por nove anos o CEO da B3, a bolsa de valores do Brasil, cargo que ocupava desde 2017. Também presidiu a Cetip, a empresa de registro e custódia de ativos de renda fixa que se fundiu à BM&FBovespa para formar a B3.
Carreira
Finkelsztain começou no mercado financeiro no Citibank, na década de 1990, e acumulou cerca de 20 anos em instituições internacionais, como J.P. Morgan, Bank of America Merrill Lynch e Santander, com experiência em câmbio, renda fixa e derivativos. Entre 2011 e 2013 foi diretor executivo do Santander Brasil.
Em 2011 passou a diretor da Cetip. Em 15 de julho de 2013, a Cetip anunciou que ele seria seu CEO, com posse em 15 de agosto de 2013.
CEO da B3
Finkelsztain assumiu a presidência da B3 em maio de 2017, após a saída de Edemir Pinto. A B3 resultou da fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip. Durante sua gestão, a bolsa viu crescer o número de investidores pessoas físicas, que chegou a 5,4 milhões no quarto trimestre de 2025, impulsionado sobretudo pela queda dos juros durante a pandemia de covid-19.
Conselho e chegada ao Santander
Em julho de 2025, Finkelsztain foi indicado ao conselho de administração do Santander Brasil. Em 19 de março de 2026, o banco anunciou que ele sucederia Mario Leão, que deixava a presidência por decisão própria, depois de quase 11 anos no banco e cerca de cinco como CEO. A B3 informou que a saída foi definida em comum acordo com seu conselho, em um processo de sucessão estruturado.
As condições para a mudança foram cumpridas em 8 de maio de 2026, e Finkelsztain assumiu como CEO do Santander Brasil em 1º de julho de 2026. Segundo o Brazil Journal, ele já fazia parte do mapa de sucessão do banco e havia sido considerado para suceder Sergio Rial em 2021.
Desafios no Santander
O Santander Brasil opera em um setor competitivo, pressionado por bancos digitais e fintechs e pela qualidade do crédito. Durante a gestão de Leão, o banco reduziu o número de agências de 3.379, no fim de 2021, para 1.688, no fim de 2025, com avanço da digitalização.
