Cláudia Márcia de Carvalho Soares é uma juíza do Trabalho aposentada e presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), que ganhou destaque em fevereiro de 2026 ao se posicionar contra a suspensão de benefícios e verbas indenizatórias para membros do serviço público. Suas declarações, que incluíram queixas sobre gastos próprios com lanche e café e a ausência de reajuste salarial, geraram repercussão e críticas, inclusive de ministros do STF. A controvérsia ocorre enquanto o STF analisa liminares que suspenderam o pagamento de verbas acima do teto constitucional, e em meio à divulgação de que a juíza recebeu R$ 709.998 líquidos em salários em 2025, além de ser isenta de Imposto de Renda desde agosto de 2024.
Cláudia Márcia de Carvalho Soares é uma juíza do Trabalho aposentada e presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT). Ela ganhou destaque em fevereiro de 2026 ao se posicionar publicamente contra a suspensão de benefícios e verbas indenizatórias, conhecidos como "penduricalhos", para membros do serviço público, incluindo magistrados. Suas declarações, nas quais mencionou gastos próprios com lanche e café e a ausência de reajuste salarial anual para a magistratura, geraram repercussão e críticas, inclusive de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) estava analisando liminares que suspenderam o pagamento de verbas acima do teto constitucional para o funcionalismo público. As decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam esses "penduricalhos" não previstos em lei, motivaram a manifestação de Cláudia Márcia de Carvalho Soares. Em uma audiência no STF, ela argumentou que a magistratura está "fragmentada no aspecto remuneratório" e que juízes de primeiro grau não possuem as mesmas condições de trabalho que ministros de instâncias superiores, citando a falta de carro, apartamento funcional, plano de saúde, refeitório, água e café, que seriam pagos do próprio bolso.
Suas declarações foram feitas em um contexto onde o Painel de Remuneração dos Magistrados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que ela recebeu R$ 709.998 líquidos em salários ao longo de 2025. Esse valor é composto pelo subsídio mensal de R$ 42.749, complementado por verbas indenizatórias e direitos eventuais. Em dezembro de 2025, sua remuneração atingiu R$ 128.218. Desde agosto de 2024, Cláudia Márcia de Carvalho Soares está isenta de Imposto de Renda devido a um diagnóstico de doença grave prevista em lei. As reclamações da juíza foram criticadas por ministros do STF, que as consideraram "descoladas" da realidade.