Nikolas Ferreira é um deputado que tem se destacado por suas críticas ao monitoramento do Pix e por liderar mobilizações políticas. Em janeiro de 2026, ele organizou uma marcha a Brasília em protesto contra decisões do STF e em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, evento marcado por um incidente com raio que feriu dezenas de pessoas. Mais recentemente, Ferreira convocou um ato para março de 2026 com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, buscando o impeachment de ministros do STF, o que gerou um racha estratégico dentro do bolsonarismo sobre as prioridades políticas.
Nikolas Ferreira é um deputado que tem se manifestado publicamente sobre questões como o monitoramento do Pix, criticando uma norma editada em 2025 que, segundo ele, recriou um controle revogado anteriormente. Além disso, ele liderou uma marcha em direção a Brasília em janeiro de 2026, mobilizando apoiadores em protesto contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o encerramento dessa marcha, em 25 de janeiro de 2026, um raio atingiu manifestantes na Praça do Cruzeiro, em Brasília, causando dezenas de feridos.
Mais recentemente, Nikolas assumiu a linha de frente na convocação de um ato para 1º de março de 2026, com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, que visa o impeachment de ministros do STF. Essa iniciativa gerou um racha estratégico dentro do bolsonarismo, com parte dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defendendo um foco maior na anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e na derrubada de vetos presidenciais no Congresso, em vez do confronto direto com o STF. Nikolas, por sua vez, defende a coerência na pauta do impeachment e conecta a derrubada de vetos sobre dosimetria à libertação de presos do 8 de janeiro.
Contexto histórico e desenvolvimento
Em janeiro de 2026, Nikolas Ferreira divulgou um vídeo no qual expressou críticas ao monitoramento do Pix, alegando que uma norma publicada em 2025 restabeleceu um mecanismo de controle que já havia sido revogado após forte reação nas redes sociais. No mesmo mês, ele liderou uma marcha que partiu em direção a Brasília, mobilizando apoiadores em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e em protesto contra decisões do STF. A marcha, que ganhou força ao longo da semana, teve sua segurança monitorada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e o ministro Alexandre de Moraes determinou a proibição de acesso de manifestantes às proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro estava custodiado. Durante o percurso, manifestantes foram provocados pelo trompetista Fabiano Leitão, conhecido como "TromPetista".
No dia 25 de janeiro de 2026, no início da tarde, um raio atingiu manifestantes que estavam reunidos na Praça do Cruzeiro, em Brasília, aguardando a chegada de Nikolas Ferreira para o encerramento de um ato pela anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O incidente ocorreu sob forte chuva e resultou em dezenas de pessoas feridas, com pelo menos 11 delas sendo encaminhadas para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou que não houve registro de óbitos.
Em fevereiro de 2026, Nikolas Ferreira assumiu a liderança na convocação de um ato para 1º de março, com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, direcionado contra ministros do STF. Essa ação provocou um debate interno no bolsonarismo, com um grupo de aliados de Jair Bolsonaro expressando desconforto e defendendo que a prioridade deveria ser a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a articulação para derrubar vetos presidenciais no Congresso. Esses aliados argumentam que insistir no impeachment de ministros do STF poderia ser contraproducente, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicaria os substitutos, um cenário desfavorável em ano eleitoral. Nikolas reagiu publicamente às críticas, questionando a mudança de discurso de aliados que anteriormente defendiam o impeachment de ministros da Corte e conectando a derrubada do veto relacionado à dosimetria como uma etapa para a libertação de presos do 8 de janeiro. A controvérsia expõe uma disputa por estratégia e protagonismo na direita brasileira, entre o confronto direto com o STF e o foco em capital político e articulação legislativa. O anúncio do protesto ocorreu no mesmo dia em que o ministro Dias Toffoli se afastou da relatoria de um processo envolvendo o Banco Master, acelerando a mobilização nas redes sociais.
Linha do tempo
2025: Edição de uma norma que, segundo Nikolas Ferreira, recriou o monitoramento do Pix.
Janeiro de 2026: Nikolas Ferreira publica um novo vídeo criticando o monitoramento do Pix.
23 de janeiro de 2026: Início da marcha liderada por Nikolas Ferreira em direção a Brasília, com provocações de Fabiano Leitão aos manifestantes.
25 de janeiro de 2026: Previsão de chegada da marcha liderada por Nikolas Ferreira a Brasília.
25 de janeiro de 2026: Um raio atinge manifestantes na Praça do Cruzeiro, em Brasília, durante ato organizado por Nikolas Ferreira, ferindo dezenas de pessoas.
1º de março de 2026: Ato convocado por Nikolas Ferreira contra ministros do STF, com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”.
Principais atores
Nikolas Ferreira: Deputado, principal crítico do monitoramento do Pix, líder da marcha a Brasília e convocador do ato de 1º de março contra ministros do STF, assumindo um papel central na disputa estratégica dentro do bolsonarismo.
Redes sociais: Plataformas onde houve reação negativa anterior ao monitoramento do Pix, onde a marcha de Nikolas Ferreira mobilizou apoiadores e onde se deu a mobilização para o ato de 1º de março.
Fabiano Leitão (TromPetista): Trompetista e militante do PT que provocou os manifestantes da marcha de Nikolas Ferreira na BR-040.
Polícia Rodoviária Federal (PRF): Órgão que adotou providências para preservar a segurança dos manifestantes e usuários da rodovia durante a marcha.
Alexandre de Moraes: Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a proibição de acesso e permanência de manifestantes nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, e alvo do ato convocado por Nikolas Ferreira.
Dias Toffoli: Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que se afastou da relatoria de um processo envolvendo o Banco Master e também alvo do ato convocado por Nikolas Ferreira.
Secretaria de Saúde do Distrito Federal: Órgão que prestou atendimento aos manifestantes feridos pelo raio na Praça do Cruzeiro.
Jair Bolsonaro: Ex-presidente, cujos aliados divergem sobre a estratégia política em relação ao STF e à anistia de condenados.
Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente, que indicaria substitutos em caso de afastamento de ministros do STF, cenário considerado desfavorável por parte dos aliados de Bolsonaro.
Termos importantes
Pix: Sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil.
Monitoramento do Pix: Acompanhamento e controle das transações realizadas via Pix, objeto de críticas por parte de Nikolas Ferreira.
Norma: Regulamentação ou regra editada em 2025 que, de acordo com o deputado, restabeleceu o controle sobre o Pix.
Marcha a Brasília: Mobilização liderada por Nikolas Ferreira em janeiro de 2026, com o objetivo de protestar contra decisões do STF e em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Praça do Cruzeiro: Local em Brasília onde um raio atingiu manifestantes durante um ato organizado por Nikolas Ferreira.
Ato de 1º de março: Manifestação convocada por Nikolas Ferreira com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, visando o impeachment de ministros do STF.
Racha no bolsonarismo: Divergência estratégica entre os aliados de Jair Bolsonaro sobre a prioridade de pautas, como o confronto com o STF versus a anistia e articulação legislativa.
Anistia: Perdão concedido a condenados pelos atos de 8 de janeiro, pauta defendida por parte dos aliados de Bolsonaro.
Derrubada de vetos presidenciais: Ação legislativa para anular vetos do presidente a projetos de lei, incluindo os relacionados à dosimetria de penas, que Nikolas Ferreira conecta à libertação de presos do 8 de janeiro.