Nikolas Ferreira é um deputado que tem se destacado por suas críticas ao monitoramento do Pix e por liderar movimentos de oposição ao Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio a Jair Bolsonaro. Em 2026, ele convocou um ato com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, gerando um racha estratégico no bolsonarismo sobre a melhor abordagem política. Além disso, Ferreira está sob investigação no STF pelo uso de um jato particular ligado a Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante a campanha eleitoral de 2022, cujos gastos não foram declarados.
Nikolas Ferreira é um deputado que tem se manifestado publicamente sobre questões como o monitoramento do Pix, criticando uma norma editada em 2025 que, segundo ele, recriou um controle revogado anteriormente. Em 2022, ele esteve envolvido em uma controvérsia relacionada ao uso de um jato particular ligado a Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro, o que levou a deputada Sâmia Bomfim a solicitar sua oitiva no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2026. O uso da aeronave incluiu um encontro com Bolsonaro em Brasília para planejar eventos de campanha no Nordeste, que tiveram o aval do então presidente.
Mais recentemente, Nikolas liderou uma marcha em direção a Brasília em janeiro de 2026, mobilizando apoiadores em protesto contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o encerramento dessa marcha, em 25 de janeiro de 2026, um raio atingiu manifestantes na Praça do Cruzeiro, em Brasília, causando dezenas de feridos.
Nikolas também assumiu a linha de frente na convocação de um ato para 1º de março de 2026, com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, que visa o impeachment de ministros do STF. Essa iniciativa gerou um racha estratégico dentro do bolsonarismo, com parte dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defendendo um foco maior na anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e na derrubada de vetos presidenciais no Congresso, em vez do confronto direto com o STF. Nikolas, por sua vez, defende a coerência na pauta do impeachment e conecta a derrubada de vetos sobre dosimetria à libertação de presos do 8 de janeiro.
Em 2022, durante o segundo turno da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro, Nikolas Ferreira utilizou um jato particular ligado a Daniel Vorcaro, então dirigente do Banco Master, para a caravana 'Juventude pelo Brasil'. A aeronave foi usada por Nikolas e o pastor Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha, para buscar votos em regiões de pelo menos nove estados, incluindo todas as capitais do Nordeste, Brasília, Vale do Jequitinhonha e Triângulo Mineiro, entre 20 e 28 de outubro. Antes dessas viagens, em 10 de outubro de 2022, Nikolas já havia utilizado o jato de Vorcaro para viajar de Belo Horizonte a Brasília, acompanhado do pastor André Valadão, para um encontro com o então presidente Jair Bolsonaro. Este encontro serviu para articular e definir a agenda de eventos de campanha no Nordeste, que tiveram o aval de Bolsonaro. Muitos desses comícios ocorreram dentro de igrejas da Assembleia de Deus. Os gastos com o uso da aeronave, estimados entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão, não foram declarados na prestação de contas da campanha. Em 3 de março de 2026, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) protocolou um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a oitiva de Nikolas Ferreira no inquérito que investiga o caso do Banco Master. Nikolas confirmou as viagens, mas alegou desconhecer que o avião pertencia a Vorcaro, afirmando que a logística foi organizada pelo pastor Guilherme Batista. Sâmia Bomfim argumenta que os fatos podem ter relevância jurídica para as investigações sobre o Banco Master e seus dirigentes, solicitando que o ofício seja anexado ao inquérito e que a Operação Compliance Zero seja comunicada. O documento também pede que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisem possíveis desdobramentos nas esferas penal e eleitoral.
Em janeiro de 2026, Nikolas Ferreira divulgou um vídeo no qual expressou críticas ao monitoramento do Pix, alegando que uma norma publicada em 2025 restabeleceu um mecanismo de controle que já havia sido revogado após forte reação nas redes sociais. No mesmo mês, ele liderou uma marcha que partiu em direção a Brasília, mobilizando apoiadores em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e em protesto contra decisões do STF. A marcha, que ganhou força ao longo da semana, teve sua segurança monitorada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e o ministro Alexandre de Moraes determinou a proibição de acesso de manifestantes às proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro estava custodiado. Durante o percurso, manifestantes foram provocados pelo trompetista Fabiano Leitão, conhecido como "TromPetista".
No dia 25 de janeiro de 2026, no início da tarde, um raio atingiu manifestantes que estavam reunidos na Praça do Cruzeiro, em Brasília, aguardando a chegada de Nikolas Ferreira para o encerramento de um ato pela anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O incidente ocorreu sob forte chuva e resultou em dezenas de pessoas feridas, com pelo menos 11 delas sendo encaminhadas para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou que não houve registro de óbitos.
Em fevereiro de 2026, Nikolas Ferreira assumiu a liderança na convocação de um ato para 1º de março, com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, direcionado contra ministros do STF. Essa ação provocou um debate interno no bolsonarismo, com um grupo de aliados de Jair Bolsonaro expressando desconforto e defendendo que a prioridade deveria ser a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a articulação para derrubar vetos presidenciais no Congresso. Esses aliados argumentam que insistir no impeachment de ministros do STF poderia ser contraproducente, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicaria os substitutos, um cenário desfavorável em ano eleitoral. Nikolas reagiu publicamente às críticas, questionando a mudança de discurso de aliados que anteriormente defendiam o impeachment de ministros da Corte e conectando a derrubada do veto relacionado à dosimetria como uma etapa para a libertação de presos do 8 de janeiro. A controvérsia expõe uma disputa por estratégia e protagonismo na direita brasileira, entre o confronto direto com o STF e o foco em capital político e articulação legislativa. O anúncio do protesto ocorreu no mesmo dia em que o ministro Dias Toffoli se afastou da relatoria de um processo envolvendo o Banco Master, acelerando a mobilização nas redes sociais.
25 de jan, 2026