O Atentado à AMIA, ocorrido em 18 de julho de 1994 em Buenos Aires, foi o ataque terrorista mais letal da Argentina, causando 85 mortes. A Justiça argentina concluiu em 2024 que o regime iraniano patrocinou o ataque, executado por um terrorista suicida do Hezbollah. Ahmad Vahid, ex-comandante da Força Quds e atualmente chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, é procurado pela Interpol como um dos planejadores. Apesar dos mandados de prisão, os acusados permanecem impunes.
O Atentado à AMIA (Associação Mutual Israelita Argentina) foi um ataque terrorista ocorrido em 18 de julho de 1994, em Buenos Aires, Argentina. Considerado o mais letal da história argentina, resultou na morte de 85 pessoas e deixou outras 300 feridas. A Justiça argentina concluiu que o atentado foi patrocinado pelo regime iraniano, com a execução atribuída a um terrorista suicida do Hezbollah. Apesar dos mandados de prisão emitidos pela Interpol, os acusados permanecem impunes.
Em 18 de julho de 1994, a sede da AMIA foi destruída pela explosão de um furgão contendo 300 quilos de explosivos. A investigação judicial argentina, concluída em 2024, apontou o regime iraniano como o patrocinador do ataque. Entre os acusados de planejamento está Ahmad Vahid, que na época comandava a Força Quds, braço paramilitar da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã responsável por operações no exterior. Vahid é procurado pela Interpol por seu envolvimento no atentado. Em 1º de março de 2026, Vahid foi nomeado chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, sucedendo Mohammad Pakpour. Ele já havia ocupado cargos estratégicos no governo iraniano, como ministro da Defesa (2009-2013) e ministro do Interior (2021-2024), e está sob sanções dos EUA e da União Europeia.