O que é a Apollo Global Management
A Apollo Global Management, Inc. é uma gestora americana de ativos alternativos, com investimentos em crédito, private equity e ativos reais. A sede fica no Solow Building, em Nova York, com escritórios na América do Norte, na Europa e na Ásia. A empresa foi fundada em 1990 por Leon Black, Josh Harris, Marc Rowan e Michael Gross, ex-banqueiros do Drexel Burnham Lambert. Segundo a Wikipédia em inglês, tinha 6.140 funcionários em 2025. Em 30 de junho de 2026, os ativos sob gestão somavam US$ 1,05 trilhão, segundo o relatório trimestral (10-Q) da empresa.
Quem é o dono da Apollo
A Apollo é uma empresa de capital aberto. Fez a oferta inicial de ações em 29 de março de 2011, tem as ações negociadas na Bolsa de Nova York sob o código APO e integra o índice S&P 500. O capital é pulverizado entre acionistas. Os fundadores deixaram a direção ao longo do tempo: Marc Rowan assumiu o cargo de CEO em março de 2021, no lugar de Leon Black, e hoje é também presidente do conselho.
Quem comanda a Apollo
Marc Rowan é presidente do conselho e CEO. Jim Zelter é presidente da empresa, e Scott Kleinman e John Zito são copresidentes, segundo a Wikipédia em inglês. Leon Black deixou a empresa em 2021 depois de uma revisão independente de seus laços com Jeffrey Epstein, que apontou pagamentos de US$ 158 milhões por serviços de planejamento tributário e patrimonial entre 2012 e 2017.
História e a fusão com a Athene
A Apollo nasceu em 1990 e ficou conhecida por comprar empresas em dificuldades e por operações de crédito. Entre os negócios estão a compra da Harrah's Entertainment, em 2008, com a TPG, e os investimentos em Realogy, AMC, Tech Data, Shutterfly e Tenneco. Em janeiro de 2022 incorporou a Athene, empresa de serviços de aposentadoria (seguros e rendas vitalícias). Em 2025 comprou participação majoritária no Atlético de Madrid.
Empresas e portfólio
A carteira inclui, entre outras, a Yahoo e a AOL, compradas da Verizon em 2021. Em outubro de 2026, a Apollo recuperou a totalidade de cerca de US$ 5 bilhões investidos, com cortes de custos, demissões de mais de 2.000 funcionários em fevereiro de 2023 e a venda de unidades como AOL, TechCrunch e EdgeCast. Outra empresa da carteira é a Optimum Communications, alvo de reestruturação: a Apollo e a Oaktree, como detentoras de títulos, processaram o bilionário Patrick Drahi, em setembro de 2026, por supostamente tentar tirar ativos de TV a cabo do alcance dos credores.
easyJet
Em 6 de agosto de 2026, a Apollo concordou em comprar a easyJet por 715 pence por ação em dinheiro, o que avalia a companhia aérea em cerca de £ 5,7 bilhões (US$ 7,7 bilhões), encerrando uma disputa com a Castlelake. O conselho da easyJet recomendou a oferta por unanimidade. O principal obstáculo restante são as regras da União Europeia, que exigem que a companhia seja controlada majoritariamente por cidadãos do bloco. Em 6 de outubro de 2026, a Apollo definiu que usará financiamento de aeronaves, e não títulos de alto risco, no pacote de dívida de £ 3,5 bilhões da operação. Em 15 de outubro, bancos e consultores foram apontados como destinatários de £ 334 milhões em taxas pela venda.
Resultados financeiros
Em 2025 a Apollo teve receita de US$ 32,05 bilhões e lucro líquido de US$ 3,49 bilhões, segundo a Wikipédia em inglês. A empresa marcou a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026 para 3 de novembro de 2026.
O que aconteceu em outubro de 2026
- 26 de outubro: a Apollo comprou participação minoritária na Mubadala Capital, braço de investimentos alternativos do fundo de Abu Dhabi Mubadala, e vai comprometer capital em todas as estratégias da gestora. A Mubadala Investment Company segue como acionista majoritária, segundo as duas empresas.
- 24 a 26 de outubro: a SpaceX formalizou, em 24 de outubro, um compromisso vinculante para um contrato de arrendamento financeiro de cerca de US$ 40 bilhões com entidades geridas pela Apollo, que comprarão pods de GPU e equipamentos de data center para arrendar à empresa. O Goldman Sachs é o agente estruturador exclusivo, segundo registro na SEC.
- 24 de outubro: o economista-chefe Torsten Slok escreveu que as empresas americanas fora da tecnologia ainda não tiveram retorno financeiro com IA e que, nesse grupo, o gasto com tokens passa a pesar como custo.
- 21 de outubro: a Apollo, por meio de uma unidade, e a Blackstone negociam com a NFL a compra de participações minoritárias em times. Não há acordo.
- 6 de outubro: a gestora estuda ampliar o financiamento a governos muito endividados e a estatais.
- 29 de setembro: Slok alertou que agentes de IA poderiam provocar uma nova forma de corrida bancária, ao mover automaticamente saldos parados para contas de maior rendimento.
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