O que é a AGCO
A AGCO Corporation é uma fabricante americana de máquinas agrícolas, com sede em Duluth, na Geórgia, dona das marcas de tratores Massey Ferguson, Fendt e Valtra e da área de agricultura de precisão PTx. Foi fundada em 20 de junho de 1990 e tem ações na Bolsa de Nova York (código AGCO).
- Produtos: tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, equipamentos de feno e forragem, motores (AGCO Power) e sistemas de automação para máquinas de qualquer marca.
- Comando: Eric Hansotia é presidente do conselho e CEO desde 2021.
- Tamanho: vendas líquidas de cerca de US$ 7,2 bilhões nos nove primeiros meses de 2026.
AGCO no Brasil
A AGCO entrou no Brasil em 1996, quando comprou a Iochpe-Maxion, que detinha a marca Massey Ferguson e as fábricas da marca na região. Em 2004, comprou a finlandesa Valtra, que já fabricava tratores no Brasil.
As principais fábricas brasileiras são:
- Canoas (RS): tratores Massey Ferguson; a unidade responde por mais da metade das exportações brasileiras de tratores, segundo a marca.
- Mogi das Cruzes (SP): tratores, pulverizadores, motores e geradores.
- Santa Rosa (RS): colheitadeiras, desde 1975.
- Ibirubá (RS): plantadeiras e implementos.
Em Jundiaí (SP) fica o centro de distribuição de peças.
Resultado do 3º trimestre de 2026
A AGCO divulgou o balanço em 29 de outubro de 2026. Os números são do comunicado enviado pela empresa à SEC, a comissão de valores dos EUA:
- Vendas líquidas: US$ 2,26 bilhões, queda de 8,6% sobre o terceiro trimestre de 2025 (US$ 2,48 bilhões).
- Lucro líquido: US$ 51,7 milhões, contra US$ 305,7 milhões um ano antes, queda de 83%. O resultado de 2025 incluía um ganho de US$ 219,2 milhões com a venda da participação na indiana TAFE (Tractors and Farm Equipment). No critério ajustado, que exclui esses efeitos, o lucro caiu 28%, de US$ 101,4 milhões para US$ 72,9 milhões. Por ação, o lucro foi de US$ 0,75 (US$ 1,05 ajustado, contra US$ 1,35 em 2025).
- Por região: a América Latina vendeu 15,4% menos em dólares (19,1% menos sem o efeito do câmbio), a Europa e o Oriente Médio, 19,1% menos, e a América do Norte, 34,8% mais. A margem operacional na América Latina foi de 2,5%.
- Previsão para 2026: vendas líquidas de US$ 9,8 bilhões a US$ 10 bilhões, margem operacional ajustada de cerca de 7% e lucro ajustado de cerca de US$ 5,50 por ação.
"A AGCO entregou resultados resilientes no terceiro trimestre, no ambiente de demanda global mais fraco em mais de uma década", disse Hansotia no comunicado.
O mercado brasileiro
Segundo estimativas da própria AGCO, as vendas de tratores no varejo brasileiro, somando todas as marcas, caíram 17% nos nove primeiros meses de 2026, e as de colheitadeiras, 38%. A empresa atribui a queda a juros mais altos, crédito restrito e renda menor dos produtores, além de incerteza econômica e de política que fez os agricultores adiarem compras. O quadro afeta todo o agronegócio que depende de máquinas novas.
História
A AGCO nasceu da compra das operações norte-americanas da Deutz-Allis por executivos da própria empresa; o nome vem de Allis-Gleaner Corporation. Cresceu por aquisições:
- 1994: compra a Massey Ferguson, então com 20% do mercado mundial de tratores.
- 1997: compra a alemã Fendt.
- 2004: compra a Valtra, da Finlândia.
- 2024: paga US$ 2 bilhões por 85% do negócio agrícola da Trimble, criando a PTx Trimble, a maior aquisição de sua história, e acerta a venda da divisão de grãos e proteína animal (GSI, entre outras marcas) ao fundo American Industrial Partners.
- 2025: vende sua participação na indiana TAFE (Tractors and Farm Equipment).
Perguntas frequentes
O que é a AGCO?
É uma fabricante americana de máquinas agrícolas, dona das marcas Massey Ferguson, Fendt e Valtra, com fábricas no Brasil em Canoas (RS), Mogi das Cruzes (SP), Santa Rosa (RS) e Ibirubá (RS).
Onde fica a AGCO de Canoas?
Em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), onde a AGCO fabrica tratores Massey Ferguson.
Por que o lucro da AGCO caiu no terceiro trimestre de 2026?
As vendas caíram 8,6%, com queda forte na Europa e na América Latina, e o resultado de 2025 incluía um ganho de US$ 219,2 milhões com a venda da participação na TAFE. O lucro líquido recuou 83%, para US$ 51,7 milhões; o lucro ajustado caiu 28%.
