Impasse eleitoral na Nova Zelândia deve durar semanas
Sem vencedor claro, as negociações para formar governo na Nova Zelândia só começam após o resultado oficial, que a Comissão Eleitoral pretende publicar em 27 de novembro.
Pontos principais
- Pela contagem preliminar da Comissão Eleitoral, o National tem 42 das 131 cadeiras projetadas e o Labour, 36; a maioria exige 66.
- National, ACT e NZ First somam 67 cadeiras, uma acima da maioria; Labour, Verdes e Te Pāti Māori somam 57.
- O Opportunity Party, com 7 cadeiras (5,96% dos votos de partido), pode ter o equilíbrio de poder na formação do governo.
- A página de contagem preliminar não é a declaração formal; a Comissão Eleitoral pretende publicar o resultado oficial em 27 de novembro, por aviso na Gazette neozelandesa.
- Até 14 de dezembro, a Comissão deve disponibilizar à Câmara dos Representantes a alocação das cadeiras de lista e as estatísticas de votos especiais.
- Cerca de 400 mil votos especiais, incluindo os de neozelandeses no exterior, ainda estão sendo apurados.
A eleição na Nova Zelândia terminou com um parlamento fragmentado, em que nenhum dos dois grandes partidos alcançou maioria clara. A BBC descreve um eleitorado desiludido, pressionado pelo custo de vida, pelo desemprego em alta e por falhas no sistema de saúde, com baixa confiança nas instituições públicas. O Opportunity Party, que nunca tinha conquistado uma cadeira, aparece como fiel da balança nas negociações.
Pela contagem preliminar, com 100% dos votos de partido apurados, o National tem 42 das 131 cadeiras projetadas e o Labour, 36. National, ACT e NZ First somam 67, uma cadeira acima da maioria; é essa a margem com que o governo de Christopher Luxon segue interino até o fim da apuração. Cerca de 400 mil votos especiais, incluindo os de neozelandeses no exterior, ainda serão contados, e a Comissão Eleitoral pretende publicar o resultado oficial em 27 de novembro.
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