Palácio real da Malásia defende prisão domiciliar de Najib Razak
O Istana Negara exige o cumprimento da ordem de prisão domiciliar de Najib Razak, barrada temporariamente pelo procurador-geral, e diz que contestá-la equivale a desobedecer ao rei.
Pontos principais
- O Istana Negara diz que a ordem de perdão condicional a Najib é clara, explícita e sem ambiguidade, e que não está ligada a nenhum outro processo contra ele.
- Segundo o Istana, o conselho de clemência dos territórios federais de Kuala Lumpur, Labuan e Putrajaya examinou a petição de Najib em 18 de setembro de 2026, com base no artigo 42 da Constituição e com a presença do procurador-geral.
- O Istana afirma que todas as condições foram cumpridas, inclusive a multa de 50 milhões de ringgits (RM 50 milhões), paga pelo partido de Najib.
- O ex-primeiro-ministro foi levado de volta à prisão horas depois de deixá-la, após o procurador-geral pedir esclarecimentos legais sobre o caso.
- A prisão domiciliar aplica-se apenas à sentença de seis anos do primeiro julgamento, não à condenação de 15 anos imposta em dezembro de 2025 em um segundo processo do caso 1MDB.
A transferência do ex-primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, da prisão para a prisão domiciliar está travada. O Istana Negara, o palácio real, afirma que a ordem de perdão condicional é clara, explícita e sem ambiguidade, e que contestá-la equivale a desobedecer ao rei. Najib, que cumpre pena desde agosto de 2022 no caso do fundo 1MDB, deixou a prisão na sexta-feira, mas voltou ao cárcere horas depois, quando o procurador-geral barrou temporariamente a transferência para pedir esclarecimentos legais.
Segundo o Istana, o perdão foi decidido em 18 de setembro de 2026, quando o conselho de clemência dos territórios federais de Kuala Lumpur, Labuan e Putrajaya examinou a petição de Najib com base no artigo 42 da Constituição. O rei Sultan Ibrahim determinou que ele cumpra o restante da pena em prisão domiciliar, sob a condição de pagar 50 milhões de ringgits, multa paga pelo partido dele. O Istana diz que a condição já foi cumprida.
A prisão domiciliar cobre apenas a sentença de seis anos do primeiro julgamento, não a condenação de 15 anos imposta em dezembro de 2025 em um segundo processo ligado ao 1MDB, da qual Najib recorre. O procurador-geral levantou dúvidas sobre como a medida afetaria essa pena consecutiva.
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