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Ataques com mísseis atingem Kiev antes de negociações em Abu Dhabi

Bombardeios massivos contra a rede elétrica ucraniana deixam mortos e feridos antes de nova rodada de negociações de paz em Abu Dhabi.

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Foto: G1 Mundo
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07/11 às 05:30, atualizado 08:15

Pontos principais

  • Segundo Zelensky, a Rússia lançou 36 mísseis balísticos e 172 drones contra subestações em Kiev e em outras cinco regiões.
  • Autoridades ucranianas falam em pelo menos duas mortes e cerca de doze feridos; a administração municipal de Kiev registra cinco feridos na capital, entre eles uma criança de 14 anos, dois deles hospitalizados.
  • Um prédio residencial de cinco andares em Solomianskyi foi atingido por fragmentos, e outro teve as janelas estilhaçadas pela onda de choque.
  • Na Ponte Norte, sobre o Dnipro, foram danificados o pavimento, a linha de trólebus e a linha de energia; cinco caminhões estacionados perto foram atingidos pela onda de choque, e o trânsito foi fechado nos dois sentidos.
  • Às 12h29, horário local, a água voltou a operar normalmente e a religação do aquecimento alcançou 60% dos prédios multifamiliares da cidade.
  • A administração municipal abriu um ponto de atendimento na escola nº 67, no distrito de Solomianskyi, para pedidos de auxílio material e compensação por moradias danificadas.

Um ataque com mísseis e drones atingiu Kiev, capital da Ucrânia, e outras regiões na madrugada de sábado, quando as temperaturas se aproximavam de 0ºC. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, o alvo foram sobretudo instalações de energia. A administração municipal de Kiev descreve a situação do abastecimento de energia da capital como extremamente difícil, com reflexos no aquecimento e na água. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a operação e disse que ela visou o setor militar-industrial e a infraestrutura de transporte do país.

Apesar da escalada, representantes da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos mantêm para a próxima terça-feira, em Abu Dhabi, a nova rodada de negociações de paz. Será a quarta rodada mediada pela administração do presidente Donald Trump.

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