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Bolsas asiáticas despencam e Nikkei entra em bear market após queda na tecnologia

O índice Nikkei 225 fechou em queda de 5,96% nesta sexta-feira, refletindo o pessimismo global com o setor de tecnologia e incertezas regulatórias nos EUA.

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Foto: G1 - Economia
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06/11 às 09:45, atualizado 10:32

Pontos principais

  • O índice japonês Nikkei 225 encerrou o pregão de 6 de novembro de 2026 aos 57.434,77 pontos.
  • A desvalorização diária do Nikkei foi de 3.643,13 pontos, consolidando a entrada do índice em bear market.
  • O mercado sul-coreano Kospi recuou 6,02% e teve suas negociações interrompidas por circuit breaker.
  • A queda global foi impulsionada pelo recuo de 5,52% do Nasdaq na quinta-feira, afetando fabricantes de chips como TSMC e Samsung.
  • Investidores temem que a vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA resulte em restrições para centros de dados.
  • O dólar abriu em alta de 0,09% no Brasil, cotado a R$ 5,4935, em meio à instabilidade nos mercados internacionais.
  • O presidente Donald Trump defendeu a expansão da inteligência artificial, apesar da pressão vendedora sobre as ações do setor.

Os mercados asiáticos registraram fortes perdas nesta sexta-feira, com o índice Nikkei 225 fechando em 57.434,77 pontos, uma queda de 5,96% segundo dados da Nikkei Inc. O movimento foi liderado pela desvalorização acentuada de empresas de tecnologia e semicondutores, como SK Hynix e TSMC, após o índice Nasdaq recuar 5,52% na sessão anterior nos Estados Unidos. O cenário de incerteza levou o mercado sul-coreano Kospi a uma baixa de 6,02%, resultando na ativação de um circuit breaker durante o pregão.

A instabilidade global é alimentada pelo temor de que a vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA traga regulações mais rígidas para a construção de centros de dados e para o desenvolvimento de inteligência artificial. Embora o presidente Donald Trump tenha reiterado seu apoio à expansão da IA, o mercado reagiu negativamente à preocupação sobre a viabilidade financeira dos altos investimentos em infraestrutura tecnológica, que impactaram o fluxo de caixa de gigantes como Microsoft e Alphabet. No Brasil, o impacto externo refletiu na abertura do dólar, que subiu 0,09%, cotado a R$ 5,4935, enquanto o governo reforçou o compromisso com metas fiscais.

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