Dados de emprego nos EUA e balança comercial brasileira guiam o mercado
O mercado financeiro opera nesta sexta-feira sob influência do payroll dos EUA, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), e dos números da balança comercial brasileira.
Pontos principais
- O payroll dos EUA, ou folha não agrícola, subiu 165 mil vagas em outubro, acima da média de 48 mil nos 12 meses anteriores, segundo o BLS.
- A taxa de desemprego ficou em 4,1%, com 7,1 milhões de desempregados, e oscila entre 4,1% e 4,3% desde março, segundo o BLS.
- Os ganhos se concentraram em serviços profissionais e de negócios (+70 mil), saúde (+42 mil) e transporte e armazenagem (+25 mil), e a indústria somou 19 mil.
- O salário médio por hora do setor privado subiu 0,4% em outubro, para US$ 38,00, e 3,1% em 12 meses.
- O BLS revisou agosto de 133 mil para 186 mil vagas e setembro de 29 mil para 60 mil.
- A balança comercial brasileira figura como fator de destaque para as movimentações do dia.
- O Ibovespa busca estabilidade em meio às expectativas fiscais e ao cenário externo.
O mercado financeiro opera nesta sexta-feira sob a influência direta da divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos. Segundo o Bureau of Labor Statistics, uma variação mensal só é estatisticamente significativa acima de cerca de 122 mil vagas, patamar que o resultado de outubro superou. As estimativas do mês, porém, são preliminares.
Simultaneamente, os investidores acompanham os números da balança comercial do Brasil, que se consolidam como um fator de destaque para as movimentações do dia.
O Ibovespa busca estabilidade no pregão, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário fiscal brasileiro e da volatilidade observada no exterior. O índice tenta se recuperar após o recuo registrado na véspera, quando foi pressionado por incertezas internas e pela desvalorização de ações de tecnologia em mercados globais.
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