ApexBrasil busca internacionalizar etanol como solução energética global
A ApexBrasil quer apresentar o etanol brasileiro como solução para a crise energética global, com foco no transporte marítimo e nas regras de mistura e descarbonização da União Europeia.
Pontos principais
- Paula Soares citou manchete da The Economist de março de 2026: “Contra a crise energética existe uma arma secreta: o etanol brasileiro”.
- Segundo Paula Soares, a IMO reconheceu em maio que o etanol de milho de segunda safra emite 73% menos do que o combustível fóssil, e o transporte marítimo é a primeira das quatro frentes que ela aponta.
- No acordo Mercosul-União Europeia, a cota do etanol é de 200 mil toneladas, com tarifa reduzida em um terço.
- A UE limita a 7% o biocombustível de culturas alimentares, com expectativa de elevar o teto para pelo menos 10%, segundo Paula Soares.
- A UE sinaliza mistura de 20% de etanol à gasolina (E20), mas cada país do bloco poderá adotar percentuais diferentes.
- Uma missão às Filipinas, prevista para breve, tem entre as pautas modernizar a produção local de etanol, segundo Paula Soares.
- A ApexBrasil tem projeto conjunto com a Unica e a Unem, e Paula Soares cita a Índia, que aumentou a mistura, como exemplo de atuação bilateral.
- Paula Soares aponta como obstáculos a desinformação sobre alimentos e desmatamento, ligada ao etanol, e a resistência das indústrias automotiva e petrolífera.
No 6º Fórum Planeta Campo, do Canal Rural, realizado no Jockey Club, Paula Soares, da ApexBrasil, disse que a crise de energia na Europa, com contas pesadas para os consumidores, abre espaço para o etanol brasileiro. Ela afirma que o ganho do Brasil não está em vender muito mais etanol à Europa, e sim em influenciar as decisões do bloco, que repercutem no resto do mundo.
A agência considera a União Europeia o epicentro da discussão, mas também aposta em iniciativas bilaterais e em uma voz conjunta do setor, dentro e fora do Brasil, para combater a desinformação com dados. Paula cita os Estados Unidos, maior produtor de etanol, como aliado possível, porque têm interesse na mesma agenda.
No setor privado, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, disse na abertura do fórum que o Brasil pode se consolidar como uma das principais potências mundiais em biocombustíveis. Para ele, a sustentabilidade precisa aumentar a competitividade das empresas, sem encarecer o produto final.
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