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ApexBrasil busca internacionalizar etanol como solução energética global

A ApexBrasil quer apresentar o etanol brasileiro como solução para a crise energética global, com foco no transporte marítimo e nas regras de mistura e descarbonização da União Europeia.

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Foto: Canal Rural
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06/11 às 12:15, atualizado 14:01

Pontos principais

  • Paula Soares citou manchete da The Economist de março de 2026: “Contra a crise energética existe uma arma secreta: o etanol brasileiro”.
  • Segundo Paula Soares, a IMO reconheceu em maio que o etanol de milho de segunda safra emite 73% menos do que o combustível fóssil, e o transporte marítimo é a primeira das quatro frentes que ela aponta.
  • No acordo Mercosul-União Europeia, a cota do etanol é de 200 mil toneladas, com tarifa reduzida em um terço.
  • A UE limita a 7% o biocombustível de culturas alimentares, com expectativa de elevar o teto para pelo menos 10%, segundo Paula Soares.
  • A UE sinaliza mistura de 20% de etanol à gasolina (E20), mas cada país do bloco poderá adotar percentuais diferentes.
  • Uma missão às Filipinas, prevista para breve, tem entre as pautas modernizar a produção local de etanol, segundo Paula Soares.
  • A ApexBrasil tem projeto conjunto com a Unica e a Unem, e Paula Soares cita a Índia, que aumentou a mistura, como exemplo de atuação bilateral.
  • Paula Soares aponta como obstáculos a desinformação sobre alimentos e desmatamento, ligada ao etanol, e a resistência das indústrias automotiva e petrolífera.

No 6º Fórum Planeta Campo, do Canal Rural, realizado no Jockey Club, Paula Soares, da ApexBrasil, disse que a crise de energia na Europa, com contas pesadas para os consumidores, abre espaço para o etanol brasileiro. Ela afirma que o ganho do Brasil não está em vender muito mais etanol à Europa, e sim em influenciar as decisões do bloco, que repercutem no resto do mundo.

A agência considera a União Europeia o epicentro da discussão, mas também aposta em iniciativas bilaterais e em uma voz conjunta do setor, dentro e fora do Brasil, para combater a desinformação com dados. Paula cita os Estados Unidos, maior produtor de etanol, como aliado possível, porque têm interesse na mesma agenda.

No setor privado, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, disse na abertura do fórum que o Brasil pode se consolidar como uma das principais potências mundiais em biocombustíveis. Para ele, a sustentabilidade precisa aumentar a competitividade das empresas, sem encarecer o produto final.

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Fórum Planeta Campo 2026 - manhã

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