Profissionais da TV apontam persistência de sexismo após caso Russell Brand
Trabalhadores da indústria televisiva alertam que a cultura de misoginia exposta no caso Russell Brand ainda permanece presente no setor.
Pontos principais
- Profissionais da televisão afirmam que o ambiente de trabalho ainda falha em combater comportamentos misóginos.
- O debate foi reacendido pelo caso envolvendo o apresentador Russell Brand.
- Naomi Harvey, ex-pesquisadora do programa Big Brother's Big Mouth, relatou pressões para lidar com o comportamento de Brand na época.
- O programa em questão era transmitido pelo Channel 4 e contava com a apresentação de Brand.
Profissionais da indústria televisiva britânica afirmam que a misoginia e o sexismo, amplamente discutidos durante o caso Russell Brand, continuam a ser problemas estruturais no setor. Relatos de bastidores indicam que o ambiente de trabalho ainda falha em proteger funcionários e coibir comportamentos abusivos, mantendo práticas que muitos acreditavam ter sido superadas após as denúncias contra o apresentador.
Naomi Harvey, que atuou como pesquisadora no programa Big Brother's Big Mouth, exibido pelo Channel 4, destacou que ela e seus colegas sentiam a necessidade constante de intervir diante das atitudes de Brand na época. A persistência dessas preocupações levanta questionamentos sobre a eficácia das mudanças culturais e das políticas de compliance implementadas pelas emissoras desde que as acusações contra o artista ganharam repercussão pública.
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