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PF prende líder suspeita de enviar brasileiras a Israel para prostituição

A Polícia Federal deflagrou a Operação Dirty Dancing contra grupo suspeito de recrutar brasileiras para exploração sexual em Israel, e a Justiça Federal determinou bloqueio de bens de até R$ 10 milhões.

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Foto: Polícia Federal — Últimas Notícias
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05/11 às 07:45, atualizado 14:32

Pontos principais

  • A líder da organização foi presa preventivamente em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, e foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, dois em Ananindeua e um em Goiânia.
  • Segundo a PF, a investigação começou em fevereiro de 2025 a partir de informações da Polícia de Israel, que investiga o mesmo grupo.
  • Segundo as apurações, a líder usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior, e o grupo providenciava deslocamento e hospedagem.
  • A PF diz que o grupo mantinha operadores no Brasil, responsáveis por divulgar anúncios em sites especializados e agendar clientes.
  • Os valores recebidos no exterior, segundo as apurações, eram arrecadados em espécie e remetidos ao Brasil por brasileiros residentes fora do país, em um esquema clandestino de câmbio.
  • A Justiça Federal determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores de até R$ 10 milhões e a suspensão das atividades de duas empresas ligadas à líder presa.
  • Foram determinadas a apreensão de passaportes, a monitoração eletrônica e a proibição de saída do país para dois suspeitos.
  • Segundo a PF, os investigados podem responder por organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.

A Polícia Federal do Brasil deflagrou na quarta-feira (4) a Operação Dirty Dancing, com mandados cumpridos no Pará e em Goiás, contra uma organização criminosa transnacional suspeita de recrutar mulheres brasileiras para exploração sexual em Israel. A PF diz que o grupo também é investigado por promover a entrada irregular dessas mulheres em outros países e por reter parte dos valores obtidos com a atividade.

Segundo a PF, com base nos elementos reunidos até o momento, o grupo teria atuado de forma contínua, com uma estrutura voltada à exploração de mulheres brasileiras em diversos países.

Fonte primária

Polícia Federal

PF combate grupo suspeito de enviar brasileiras a Israel para prostituição

A Polícia Federal deflagrou, em 4/11, a Operação Dirty Dancing contra organização criminosa transnacional suspeita de recrutar mulheres brasileiras para exploração sexual em Israel, também investigada por promover a entrada irregular delas em outros países e por reter parte dos valores obtidos. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Ananindeua/PA, além de um de busca e apreensão em Goiânia/GO. Por determinação da Justiça Federal, foram adotados sequestro e bloqueio de bens e valores até R$ 10 milhões, suspensão das atividades de duas empresas vinculadas à investigada presa, apreensão de passaportes, monitoração eletrônica e proibição de saída do país para dois suspeitos. A investigação começou em fevereiro de 2025 a partir de informações compartilhadas pela Polícia de Israel. A líder usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres; o grupo providenciava deslocamento e hospedagem e mantinha operadores no Brasil que divulgavam anúncios em sites especializados e agendavam clientes. Os valores recebidos no exterior eram arrecadados em espécie e remetidos ao Brasil por brasileiros residentes fora do país, em esquema clandestino de câmbio. Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.

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