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Grendene tem lucro contábil de R$ 121,7 milhões no 3º trimestre de 2026

A calçadista brasileira Grendene teve lucro líquido contábil de R$ 121,7 milhões no 3º trimestre de 2026, queda de 12,1%, com receita menor e margem bruta pressionada.

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Foto: InfoMoney
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05/11 às 19:45, atualizado 06/11 às 06:31

Pontos principais

  • Lucro líquido ajustado de R$ 150,984 milhões, queda de 18,2%.
  • Receita líquida de R$ 742,131 milhões, queda de 2,4%, e margem bruta de 44,4%, 2,1 pontos percentuais abaixo do 3º trimestre de 2025.
  • Ebit contábil de R$ 62,2 milhões (-17,8%); o ajustado, de R$ 109,0 milhões, caiu 7,5%.
  • Ebitda ajustado de R$ 133,692 milhões, queda de 6,2%.
  • Volume de pares vendidos de 35,8 milhões, queda de 1,5%: exportações 21,6% menores e mercado interno 3,6% maior.
  • Resultado financeiro líquido ajustado de R$ 54,7 milhões, queda de 42,7%.
  • Terceira distribuição antecipada de dividendos do ano: R$ 54,1 milhões (R$ 0,06 por ação), paga a partir de 9 de dezembro.

A Grendene, empresa brasileira sediada em Sobral, atribui a queda do lucro à menor contribuição do mercado externo, à pressão sobre a margem bruta e ao recuo do resultado financeiro, parcialmente compensados pela eficiência nas despesas. A diferença entre o lucro contábil e o ajustado vem de ajustes não recorrentes, como a baixa de investimento na GGB, e de reclassificações gerenciais, entre elas a equivalência patrimonial das SCPs.

No mercado interno, o volume subiu, mas a receita bruta por par caiu 5,2%, para R$ 25,22, por maior peso de categorias de menor receita por par. A companhia diz que juros elevados, endividamento e inadimplência seguem influenciando as compras do consumidor e a reposição de estoques pelo varejo.

A companhia atribui a queda do resultado financeiro ao menor rendimento das aplicações, que foi de R$ 47,0 milhões para R$ 16,4 milhões, com o saldo médio de caixa e aplicações 49,4% menor após as distribuições extraordinárias de dividendos. As disponibilidades líquidas de R$ 1,3 bilhão incluem, pelo critério que a companhia passou a adotar, R$ 714,6 milhões em participações em empreendimentos imobiliários; caixa e aplicações financeiras somam R$ 842,7 milhões.

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