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Gavin Newsom comuta as 548 sentenças de morte na Califórnia

O governador Gavin Newsom converteu todas as penas de morte do estado em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, em uma medida inédita nos EUA.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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05/11 às 17:01, atualizado 19:32

Pontos principais

  • A decisão de Gavin Newsom afeta 548 detentos, o maior contingente de condenados à morte no hemisfério ocidental.
  • As penas foram convertidas para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
  • O governador utilizou sua autoridade constitucional de clemência para formalizar a medida.
  • A Califórnia não realiza execuções desde 2006, mantendo uma moratória oficial desde 2019.
  • Newsom justificou a ação afirmando que a pena capital é incompatível com os valores do estado e falha em sua aplicação.
  • A medida exige a aprovação da Suprema Corte da Califórnia para casos envolvendo múltiplos crimes graves.
  • O movimento ocorre nos meses finais do mandato de Newsom e em meio a especulações sobre sua candidatura presidencial em 2028.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou a comutação de todas as 548 sentenças de morte vigentes no estado para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A decisão, formalizada por meio de uma carta aberta, representa a maior medida de clemência em massa da história moderna dos Estados Unidos, abrangendo cerca de um quarto de todos os condenados à morte no país.

Em sua justificativa, Newsom argumentou que a execução sancionada pelo Estado é incompatível com os valores fundamentais da Califórnia e criticou a falibilidade do sistema judiciário, citando o risco de condenações de inocentes. Embora o estado não realize execuções desde 2006 e mantenha uma moratória oficial sobre a pena capital desde 2019, o governador afirmou que a medida é necessária para encerrar definitivamente a prática e impedir que futuras administrações retomem as execuções.

A implementação integral do plano ainda depende da aprovação da Suprema Corte da Califórnia, especificamente para os detentos condenados por múltiplos crimes graves. A decisão ocorre no final do segundo mandato de Newsom, que é frequentemente apontado como um dos principais nomes do Partido Democrata para a disputa presidencial de 2028, contrastando com a postura do presidente Donald Trump, que defende a pena de morte como ferramenta de dissuasão criminal.

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