Falha no OpenSSH permite acesso root em servidores Linux com musl C
Vulnerabilidade de longa data permite acesso root em sistemas que utilizam a biblioteca musl C ao inserir senhas excessivamente longas.
Pontos principais
- A falha, chamada de *sshole, afeta distribuições como Alpine Linux, OpenWrt e Yocto.
- O problema existe desde 2016 e decorre de uma alteração no código do OpenSSH.
- Sistemas que utilizam a biblioteca glibc e o módulo PAM não estão vulneráveis.
- Atualizações de segurança já foram disponibilizadas na versão 10.6p2 do OpenSSH.
Uma vulnerabilidade de segurança, identificada como *sshole, permite que usuários obtenham acesso root em servidores Linux que utilizam a biblioteca musl C e o OpenSSH. Descoberta pelo pesquisador Ozgun Kultekin, a falha ocorre quando senhas excessivamente longas são inseridas em contas configuradas para bloquear o acesso por senha, contornando as restrições de autenticação. O problema, que persiste desde 2016, deriva de uma alteração realizada no OpenSSH para mitigar a enumeração de nomes de usuário.
O impacto da falha é restrito a distribuições específicas, como Alpine Linux, OpenWrt, Buildroot e Yocto, enquanto sistemas baseados na biblioteca glibc e no módulo PAM permanecem seguros. Para mitigar os riscos de exploração, os desenvolvedores do OpenSSH e as equipes das distribuições afetadas já disponibilizaram uma atualização de segurança na versão 10.6p2. Administradores de sistemas são recomendados a aplicar os patches imediatamente para proteger seus ambientes contra acessos não autorizados.
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