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New York Times registra receita de US$ 768,5 milhões no 3º tri de 2026

A empresa norte-americana superou as expectativas de Wall Street no terceiro trimestre, com receita sustentada pelas assinaturas digitais.

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04/11 às 17:50

Pontos principais

  • Receita total de US$ 768,5 milhões, alta de 9,7%, acima do consenso de US$ 766,9 milhões.
  • Receita de assinaturas digitais de US$ 421,3 milhões (+14,6%), em grande parte pelo número de assinantes: o ARPU digital subiu só 1,4%, para US$ 9,93.
  • Assinantes somente digitais somaram 13,22 milhões, com 420 mil adições líquidas no trimestre; o total, que inclui assinantes de impressos com entrega em casa, chega a 13,76 milhões.
  • Receita de publicidade digital de US$ 109,9 milhões (+12,0%), com demanda contínua de anunciantes e mais inventário.
  • Lucro operacional de US$ 121,9 milhões (+16,4%); lucro por ação GAAP de US$ 0,60 (US$ 0,50 no 3º tri de 2025) e ajustado de US$ 0,68, ante US$ 0,65 esperado.
  • Custos operacionais subiram 8,5%; litígios sobre o uso de conteúdo em produtos de IA generativa custaram US$ 3,8 milhões no trimestre e US$ 12,6 milhões em nove meses, tratados como item especial.
  • Para o 4º tri, a companhia projeta alta de 12% a 15% na receita de assinaturas digitais e de 6% a 8% nos custos operacionais ajustados.

O The New York Times Company, com sede em Nova York, nos Estados Unidos, divulgou resultados do terceiro trimestre de 2026 acima das expectativas de analistas de Wall Street. A alta da receita foi sustentada por assinaturas digitais e pela demanda por publicidade online, e o lucro por ação, pelo critério contábil GAAP, subiu em relação ao mesmo trimestre de 2025.

Segundo a companhia, o ARPU digital subiu principalmente porque assinantes promocionais passaram a pagar preço cheio e assinantes antigos receberam reajustes. A CEO Meredith Kopit Levien atribuiu o crescimento da base a engajamento e retenção fortes em todo o portfólio e destacou que o modelo de múltiplos fluxos de receita e o foco em jornalismo feito por humanos seguem como pilares centrais da companhia.

Os custos operacionais subiram principalmente por despesas com pessoal e por investimentos em áreas de crescimento, como vídeo. Pela descrição da companhia, a compensação de jornalistas é o principal fator, somada a custos de entrega de conteúdo digital, marketing, tecnologia e promoções pelos 175 anos da empresa. Os custos de litígio sobre o uso de conteúdo em produtos de IA generativa são tratados como item especial, fora do lucro operacional ajustado.

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