Mais de 400 aplicativos com geradores de deepfake são removidos de lojas
Investigação identifica centenas de apps maliciosos na App Store e Play Store que escondiam ferramentas para criação de conteúdos pornográficos.
Pontos principais
- Mais de 400 aplicativos foram identificados contendo geradores de deepfake explícito.
- Os programas se disfarçavam de editores de fotos, apps de idiomas e de fitness para burlar a segurança das lojas.
- Funcionalidades de deepfake eram ativadas remotamente após a instalação do software.
- A investigação aponta vínculos com desenvolvedores chineses, como a KeLing Technology Limited.
- Apple e Google já iniciaram a remoção dos aplicativos identificados das plataformas.
Uma investigação recente revelou a presença de mais de 400 aplicativos maliciosos na App Store e na Google Play Store, todos projetados para ocultar geradores de deepfake pornográficos. Para contornar os processos de aprovação das lojas, os desenvolvedores disfarçavam as ferramentas como editores de fotos, aplicativos de idiomas ou programas de treinamento físico. A funcionalidade de criação de conteúdo explícito era ativada apenas após a instalação, por meio de servidores externos, o que dificultava a detecção inicial pelos sistemas de segurança das plataformas.
As evidências apontam que os aplicativos possuem ligações com desenvolvedores chineses, incluindo a empresa KeLing Technology Limited. Em resposta, a Apple declarou que os softwares cumpriam as diretrizes no momento da submissão, sendo alterados posteriormente pelos responsáveis. Tanto a Apple quanto o Google confirmaram a remoção de um número significativo desses aplicativos de suas respectivas lojas oficiais após a denúncia.
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