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Grupo criminoso usa inteligência artificial para atacar 40 instituições no Brasil

Investigação da ZenoX atribui ao grupo RedScanner ataques a pelo menos 40 instituições financeiras e órgãos públicos no Brasil, feitos com agentes de inteligência artificial.

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Foto: TecMundo
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04/11 às 19:15, atualizado 22:32

Pontos principais

  • A ZenoX atribui ao grupo RedScanner a operação batizada de 'Open Ledger'.
  • Segundo a ZenoX, pelo menos 40 instituições financeiras e órgãos públicos brasileiros foram comprometidos.
  • Segundo a ZenoX, um agente de código comercial faz a varredura, a triagem de vulnerabilidades e os testes de credenciais, com milhares de eventos automatizados rodando 24 horas por dia.
  • Segundo a ZenoX, os operadores usaram instruções para anular as travas de recusa dos modelos de linguagem.
  • Em vários testes contra o setor financeiro, o grupo gerou registros sintéticos e manteve backups antes de alterar sistemas, diz a ZenoX.
  • A ZenoX orienta as instituições afetadas a trocar senhas e chaves, revogar tokens e credenciais de nuvem, revisar logs e bloquear os indicadores de rede dos atacantes.

Uma investigação da empresa de segurança ZenoX revelou uma operação cibernética contra o setor financeiro brasileiro e órgãos públicos. A estrutura do grupo RedScanner tinha cinco membros humanos sob um administrador central, e a própria IA mantinha a memória institucional da organização. O caso veio à tona após uma falha operacional na infraestrutura dos próprios criminosos: um servidor da Hetzner em Nuremberg, na Alemanha, tinha listagem de diretórios aberta e um serviço Python sem autenticação ou criptografia TLS, e deixou expostos mais de 7 mil arquivos, entre eles transcrições de sessões de IA, ferramentas de comando e dados exfiltrados.

Segundo a ZenoX, o grupo tratava a operação como produto, com versionamento de ferramentas e automação contínua, mas falhas básicas de armazenamento expuseram toda a memória institucional. Além das medidas de contenção, a empresa pede a remoção de códigos de dois fatores falsos e a revisão das permissões de aplicativos na nuvem.

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