Fitch mantém rating da Petrobras em BB e eleva perfil de crédito autônomo
A Fitch manteve em BB, com perspectiva estável, o rating da estatal brasileira Petrobras e elevou seu perfil de crédito autônomo de bbb para bbb+, mas a nota segue vinculada à do Brasil.
Pontos principais
- A Fitch afirmou os ratings de longo prazo da Petrobras em moeda estrangeira e local em BB, com perspectiva estável.
- O perfil de crédito autônomo subiu de bbb para bbb+, citando governança comprovada, escala, reservas, baixa alavancagem e geração de caixa.
- A nota nacional de longo prazo foi mantida em AAA(bra), também com perspectiva estável.
- Seis dos 11 membros do conselho são indicados pelo controlador, o governo federal, que detém 50,3% dos direitos de voto.
- A Fitch projeta alavancagem abaixo de 1,0 vez no horizonte do rating, depois de 0,6 vez em 2025.
- A Fitch projeta produção acima de 3,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2029, ante 3,0 milhões em 2025.
- A Fitch registra caixa de US$ 6,5 bilhões em 30 de junho de 2026, ante vencimentos de US$ 1,6 bilhão no restante do ano.
- O ambiente operacional brasileiro (BB+) e a flexibilidade financeira limitam o perfil autônomo em bbb+.
- A nota internacional segue limitada ao rating soberano do Brasil (BB, perspectiva estável).
A Fitch diz que a melhora do perfil autônomo não se traduz em nota maior, porque seus critérios para entidades relacionadas ao governo vinculam a Petrobras ao soberano. Não há mecanismos legais que isolem o fluxo de caixa da companhia de interferências estatais, e o governo pode influenciar a estratégia e as decisões de investimento.
A nota só sobe se o rating soberano do Brasil subir, e pode sofrer ação negativa se ele for rebaixado. Na avaliação da agência, a redução do acesso a financiamento ou a piora do ambiente operacional brasileiro também podem reduzir o perfil autônomo.
