Canadense enfrenta julgamento por suposta ligação com o ISIS
Ammara Amjad é a primeira mulher do Canadá a ser julgada por viver sob o regime do Estado Islâmico na Síria após ser repatriada em 2023.
Pontos principais
- Ammara Amjad é a primeira mulher canadense a responder criminalmente por suposta adesão ao ISIS.
- Testemunha afirmou que a acusada foi influenciada por seu primeiro marido, o extremista Bilal Khan.
- Amjad viajou para a Síria em 2015 e casou-se com membros do grupo terrorista.
- Após a derrota do ISIS em 2019, ela permaneceu em campos de detenção até ser repatriada pelo governo canadense em abril de 2023.
- O julgamento em Brampton, Ontário, analisa mensagens enviadas pela ré, cuja interpretação é contestada pela defesa.
Ammara Amjad tornou-se a primeira mulher canadense a enfrentar um julgamento criminal por supostamente ter vivido sob o domínio do Estado Islâmico na Síria. Durante as audiências em Brampton, Ontário, uma ex-amiga da acusada, Naveed Deol, testemunhou que Amjad passou por uma mudança drástica de comportamento e crenças religiosas antes de viajar para a Turquia em 2015, sugerindo que ela teria sido alvo de uma lavagem cerebral por parte de seu primeiro marido, o extremista Bilal Khan.
Após cruzar a fronteira para a Síria, Amjad teria se casado com Khan e, posteriormente, com o britânico Hamza Parvez. Após a queda do grupo terrorista em 2019, ela foi mantida em campos de detenção até ser repatriada pelo governo do Canadá em abril de 2023. O processo judicial baseia-se em grande parte em mensagens trocadas pela ré, cujas traduções e contextos estão sendo contestados pela equipe de defesa.
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