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Cade aprova fusão entre Saipem e Subsea7 com restrições

O Cade, órgão antitruste brasileiro, aprovou a fusão entre Saipem e Subsea7 mediante acordo que inclui a venda de uma embarcação especializada.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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04/11 às 12:32, atualizado 20:01

Pontos principais

  • O Cade aprovou a fusão global entre a Saipem, italiana, e a Subsea7, britânica, com receita combinada de cerca de € 21 bilhões.
  • A aprovação se deu por Acordo em Controle de Concentrações (ACC) e fica condicionada ao cumprimento integral do acordo.
  • A preocupação está no segmento de SURF EPCI, em que a relatora, conselheira Camila Cabral Pires Alves, considera as empresas "concorrentes próximas".
  • O principal compromisso é a venda de uma embarcação para lançamento de dutos rígidos, capaz de operar acima de 1.500 metros, inclusive no pré-sal, a um comprador independente sujeito à aprovação prévia do Cade.
  • A empresa resultante não poderá reaquirir a embarcação e deverá participar de certames para projetos SURF em águas profundas no Brasil.
  • O Cade não informa prazo para a venda, nem identifica o comprador ou o valor da operação.
  • A Petrobras resistiu à operação durante a análise do Cade.

O Cade, órgão antitruste brasileiro, aprovou a fusão entre a italiana Saipem e a britânica Subsea7, prestadoras de serviços offshore para óleo e gás. A aprovação fica condicionada ao cumprimento de um Acordo em Controle de Concentrações (ACC). A preocupação está no segmento de SURF EPCI (sistemas submarinos), em que a relatora, conselheira Camila Cabral Pires Alves, vê as empresas como "concorrentes próximas".

O principal compromisso é a venda de uma embarcação para lançamento de dutos rígidos, capaz de operar acima de 1.500 metros, inclusive no pré-sal. A empresa resultante não poderá reaquirir o ativo e deverá participar de certames SURF em águas profundas no Brasil. O Cade não informa prazo para a venda nem identifica o comprador ou o valor.

No voto da relatora, a Petrobras, que resistiu à operação, tem sua experiência em negociar condições reconhecida, mas o poder de negociação de um cliente depende das alternativas disponíveis. O Cade descreve apenas esse voto e não informa o placar.

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