Empresas de saneamento reportam resultados do terceiro trimestre de 2026
Concessionárias de saneamento no Brasil reportam prejuízos no terceiro trimestre de 2026, com a Águas do Pará D, no Pará, ainda em fase de ramp up.
Pontos principais
- A Águas do Pará D teve prejuízo líquido de R$ 854 mil no terceiro trimestre de 2026, ante R$ 15,6 milhões no segundo, queda de 95%.
- A Águas do Pará A reportou prejuízo líquido de R$ 35,9 milhões no mesmo período.
- A Águas do Rio 4 apresentou prejuízo de R$ 72,3 milhões no trimestre.
- A Águas do Rio 1 reduziu seu prejuízo líquido em 20,3%, totalizando R$ 48,0 milhões.
- Na Águas do Pará D, o EBITDA foi negativo em R$ 9,1 milhões, e a receita operacional líquida chegou a R$ 19,8 milhões, 9% acima do segundo trimestre.
- O resultado financeiro foi positivo em R$ 5,3 milhões e o imposto diferido somou R$ 4,7 milhões, segundo a companhia.
- A dívida bruta da Águas do Pará D é de R$ 262,9 milhões, em debêntures com vencimento final em novembro de 2027, e a dívida líquida é de R$ 106,9 milhões.
- A companhia registra 164,2 mil economias ativas, 9% a mais que no trimestre anterior, e capex de R$ 40,7 milhões.
As companhias de saneamento Águas do Pará D, Águas do Pará A, Águas do Rio 4 e Águas do Rio 1 divulgaram resultados do terceiro trimestre de 2026, no Brasil. A Águas do Pará D atende 23 municípios do Pará, onde a operação plena começou em 5 de junho de 2026, exceto em Ourilândia do Norte e Sapucaia, e tem o menor prejuízo entre as quatro.
O prejuízo menor da Águas do Pará D vem de itens abaixo da operação: o resultado financeiro e o imposto diferido, ambos positivos, compensaram a perda registrada antes deles. A companhia atribui o EBITDA negativo ao ramp up e informa que a queda do volume faturado decorre de revisão da metodologia de contabilização dos clientes beneficiados pelo programa de isenção tarifária Águas Pará, sem impacto na receita.
Com fluxo de caixa operacional negativo, a companhia conta com o suporte financeiro da controladora Aegea Saneamento e Participações, e a administração avalia ter capacidade de manter a continuidade operacional. A KPMG revisou o ITR sem ressalvas, mas chama atenção para a reapresentação dos números comparativos de 2025.
Fontes primárias
ITR 3T26 — Águas do Pará D SPE S.A.
Prejuízo líquido do período de R$ 854 mil no 3T26, ante prejuízo de R$ 15,6 milhões no 2T26; no acumulado de janeiro a setembro de 2026, prejuízo de R$ 17,7 milhões. No trimestre, o resultado financeiro foi positivo em R$ 5,3 milhões e o imposto diferido somou R$ 4,7 milhões, o que levou o prejuízo a ficar abaixo do resultado operacional negativo. As informações trimestrais foram revisadas por auditores independentes.
Release de Resultados 3T26 — Águas do Pará D
Concessionária de água e esgoto em 23 municípios do Pará, em operação desde o 4T25. No 3T26: receita operacional líquida de R$ 19,8 milhões (+9% vs. 2T26); custos e despesas operacionais de R$ 30,2 milhões (-16%); EBITDA negativo em R$ 9,1 milhões, em função do ramp up das operações; capex de R$ 40,7 milhões. Economias ativas somam 164,2 mil (+9%). Dívida bruta de R$ 262,9 milhões, correspondente à 1ª emissão de debêntures da companhia; dívida líquida de R$ 106,9 milhões. O volume faturado caiu 26% por revisão da metodologia de contabilização dos clientes beneficiados pelo programa de isenção tarifária Águas Pará, sem impacto na receita.
Cobertura da mídia
Águas do Rio 1 reduz prejuízo em 20,3%, a R$ 48,0 milhões, no terceiro trimestre de 2026
UOL - Economia • 4 nov, 19:17
Águas do Rio 4 tem prejuízo de R$ 72,3 milhões no terceiro trimestre
UOL - Economia • 4 nov, 19:22
Águas do Pará A tem prejuízo de R$ 35,9 milhões no terceiro trimestre
UOL - Economia • 4 nov, 19:24
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
