Daily Journal
Daily Journal

Rússia ataca rede elétrica da Ucrânia e EUA mediarão conversas

Ataque massivo com drones e mísseis atingiu usinas e subestações ucranianas; os EUA mediarão conversas técnicas entre Ucrânia e Rússia em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, nos dias 10 e 11 de novembro.

Daily Journal
Foto: Aljazeera
||
03/11 às 09:00, atualizado 11:45

Pontos principais

  • Segundo Zelensky, a Rússia lançou 289 drones, 17 mísseis balísticos e 59 de cruzeiro contra a Ucrânia em 3 de novembro.
  • O Ministério da Defesa russo diz ter atingido as termelétricas Ladyzhyn (1.800 MW), em Vinnytsia, Kryvyi Rih (2.800 MW) e Prydniprovska (1.765 MW), em Dnipropetrovsk, e a de Kharkiv (86 MW), além das subestações de 330 kV de Zmiivska e Losivo.
  • Segundo o mesmo ministério, essas instalações abastecem empresas da indústria militar e unidades das Forças Armadas ucranianas.
  • Em Odesa, o ministério diz ter atingido a infraestrutura portuária de Kiliia, o porto de Pivdennyi e dois cargueiros no Mar Negro que transportavam material militar e de uso duplo para as forças ucranianas.
  • Segundo Zelensky, os alvos energéticos ficaram em nove regiões, de Odesa, no sul, a Rivne, no oeste.
  • A DTEK informou que três de suas cinco usinas termelétricas saíram de operação.
  • O governador Vitalii Bunechko disse que mais de 180 mil pessoas ficaram sem luz na região de Zhytomyr.
  • Em Kharkiv, Zelensky diz que 73 pessoas ficaram feridas em um hospital; em Komyshuvakha, Mykhailo Semikin, chefe interino da administração militar regional, fala em cinco feridos e quase 50 desaparecidos.
  • A Rússia afirmou que a Ucrânia realizou um contra-ataque contra uma refinaria em Yaroslavl.
  • Steve Witkoff confirmou que os EUA mediarão negociações de nível técnico entre Ucrânia e Rússia em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, nos dias 10 e 11 de novembro.
  • Em Bruxelas, negociadores americanos se reúnem nesta semana com França, Alemanha, Reino Unido, UE e Otan sobre garantias de segurança para a Ucrânia, a arquitetura de segurança europeia pós-guerra e a reconstrução ucraniana.
  • A delegação russa nas negociações será liderada pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky.

O ataque noturno atingiu usinas e subestações de energia em nove regiões da Ucrânia, de Odesa, no sul, a Rivne, no oeste, segundo Zelensky. A Força Aérea ucraniana relatou dificuldade para interceptar o volume de drones e mísseis, e os apagões chegaram a Kyiv e a pelo menos seis outras regiões.

Em meio à escalada, o enviado americano Steve Witkoff anunciou que os Estados Unidos mediarão conversas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com foco em arranjos de segurança pós-guerra, desescalada e questões humanitárias. O anúncio não menciona cessar-fogo nem prazo para um acordo.

Fontes primárias

Ministério da Defesa da Rússia (Telegram)

Ataque massivo a instalações energéticas da Ucrânia (post original em russo)

Durante a noite, as Forças Armadas da Rússia realizaram um massivo ataque com armamento de alta precisão e drones contra objetos do complexo energético da Ucrânia nas regiões de Vinnytsia, Dnipropetrovsk e Kharkiv, que, segundo o comunicado, fornecem eletricidade a empresas da indústria militar e às forças ucranianas. Atingidos, segundo o ministério: a usina térmica Ladyzhyn (1.800 MW), em Vinnytsia; as usinas Kryvyi Rih (2.800 MW) e Prydniprovska (1.765 MW), em Dnipropetrovsk; a usina Kharkiv (86 MW) e as subestações de 330 kV Zmiivska e Losivo, em Kharkiv. O texto também cita a infraestrutura portuária de Kiliia e de Pivdennyi e dois cargueiros no Mar Negro, em Odesa, que transportariam material militar.

Steve Witkoff (X)

Witkoff anuncia negociações mediadas pelos EUA em Abu Dhabi (10–11 de novembro)

Os Estados Unidos mediarão negociações de nível técnico (working-level) entre Ucrânia e Rússia em 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, avançando a missão do presidente Trump de encerrar a guerra. Os temas serão arranjos de segurança pós-guerra, desescalada, esforços humanitários e os próximos passos rumo à paz. Na mesma postagem, negociadores americanos se reúnem nesta semana em Bruxelas com França, Alemanha, Reino Unido, UE e OTAN para tratar de garantias de segurança para a Ucrânia, da arquitetura de segurança europeia pós-guerra e de oportunidades econômicas para a reconstrução ucraniana. Witkoff afirma que a equipe quer construir sobre o progresso feito em Kyiv, Oslo e São Petersburgo rumo a um acordo de paz abrangente e duradouro.

Cobertura da mídia

Comentários