Polícia Federal inaugura laboratório para rastrear a origem do ouro
A Polícia Federal inaugurou em Brasília, capital do Brasil, um laboratório que compara ouro apreendido com registros de jazidas brasileiras para estimar sua procedência e apoiar investigações de garimpo ilegal.
Pontos principais
- O Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral fica no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.
- Análises geoquímicas e isotópicas permitem obter informações sobre a possível procedência do ouro apreendido.
- A comparação depende de uma base de referências que o laboratório vai construir com registros de jazidas brasileiras.
- Segundo a BNDES, R$ 49,7 milhões dos R$ 318,5 milhões do Plano AMAS foram destinados ao parque tecnológico e ao laboratório.
- Segundo o gerente do Programa Ouro Alvo, Gustavo Caminoto Geiser, a necessidade surgiu em perícias sobre a autenticidade da documentação do ouro, para comprovar crimes de lavagem de ouro.
A Polícia Federal inaugurou o laboratório em Brasília, capital do Brasil, no Instituto Nacional de Criminalística (INC). Ele integra o Programa Ouro Alvo, financiado pelo Fundo Amazônia no âmbito do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS), que reúne a PF, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e as forças dos nove estados da Amazônia Legal.
Segundo o diretor de Amazônia e Meio Ambiente da PF, Humberto Freire de Barros, a análise permite confrontar a procedência real do ouro com a documentação apresentada, o que ajuda a identificar possíveis fraudes e pode valorizar cadeias produtivas certificadas. Além das análises geoquímicas, os recursos pagam equipamentos para análises de mercúrio e estruturas para preparar, caracterizar e armazenar amostras.
