Indonésia prende três generais por grampo ilegal no presidente Prabowo
Três generais da polícia indonésia foram detidos sob acusação de interceptar ilegalmente comunicações do presidente Prabowo Subianto.
Pontos principais
- Os generais Listyo Sigit Prabowo, Ahrie Sonta Nasution e Eko Hadi Santoso foram detidos. A polícia os identificou só pelas iniciais LSP, ASN e EH.
- Segundo a polícia, os grampos ocorreram entre 2025 e 2026, e os números foram inseridos no sistema LIMS sem verificação.
- Alvos, segundo a polícia: o número do presidente, autoridades, líderes políticos, figuras da mídia, lideranças de organizações sociais e de ONGs, e empresários.
- Suspeitos são acusados de apagar, em outubro de 2026, os arquivos das interceptações no LIMS para ocultar evidências.
- Foram apreendidos 11 celulares, um iPad e quatro pen drives. Dez testemunhas e três peritos foram ouvidos, e um quarto homem segue como testemunha.
- Enquadramentos: artigo 258 do novo Código Penal (interceptar transmissões eletrônicas não públicas, até 10 anos); artigo 332 (acesso a sistema eletrônico alheio, até 6 anos); artigo 32 da lei de informações eletrônicas (alterar, ocultar ou apagar dados, até 8 anos).
- O ministro coordenador da área jurídica, Yusril Ihza Mahendra, disse que não há indício de traição.
A polícia da Indonésia prendeu três generais em Jacarta sob acusação de interceptar ilegalmente comunicações, incluindo o número do presidente Prabowo Subianto. Segundo a Polri, os suspeitos mandaram grampear números sem pedido de investigador, sem boletim de ocorrência e sem nenhuma ligação com investigação criminal.
Um policial que tomou conhecimento dos apagamentos registrou boletim de ocorrência em 30 de outubro de 2026, e a Bareskrim, a divisão de investigação criminal da polícia, começou as diligências a partir daí. A Polri afirma que o caso envolve agentes individuais, e não uma política da instituição. A motivação não foi divulgada, e a investigação segue em curso.
