Lucro regulatório da ISA Energia Brasil sobe 246% por efeito contábil no 3T26
A transmissora brasileira ISA Energia Brasil teve lucro regulatório de R$ 1,9 bilhão no 3T26, mas R$ 1,28 bilhão desse valor é efeito contábil sem impacto no caixa do descruzamento de participações com a Axia Energia.
Pontos principais
- Lucro líquido regulatório de R$ 1.904,8 milhões no 3T26, alta de 246,3% ante R$ 550,0 milhões no 3T25.
- Efeito contábil do descruzamento: R$ 1.938,3 milhões antes de impostos e R$ 1.279,3 milhões após IR/CSLL.
- Sem esse efeito, o lucro líquido regulatório foi de R$ 625,5 milhões, R$ 75,5 milhões acima do 3T25.
- Lucro líquido pelo IFRS de R$ 913,8 milhões, alta de 16,4%.
- Ebitda regulatório de R$ 3.190,1 milhões; sem o efeito contábil, R$ 1.251,7 milhões, alta de 40,9%.
- Dívida líquida de R$ 17.018,3 milhões em 30 de setembro, alta de 20,5% sobre 31 de dezembro de 2025.
- Alavancagem gerencial pela metodologia do BNDES: 3,50x, ante 3,63x em 31 de dezembro de 2025.
A transmissora brasileira ISA Energia Brasil reportou lucro regulatório no terceiro trimestre de 2026, mas a maior parte do salto vem de um efeito contábil não recorrente, sem impacto no caixa. Ele resulta do descruzamento de participações com a Axia Energia, concluído em 31 de julho: a companhia passou a deter 100% da IE Madeira, concessionária de 2.385 km de linhas em corrente contínua, e deixou a IE Garanhuns, com 633 km. Para concluir a operação, pagou à Axia uma torna de R$ 1,2 bilhão.
A companhia exclui esse efeito da base de cálculo dos proventos. Na contabilidade IFRS, em que a operação tem outro tratamento, o lucro ficou em R$ 913,8 milhões. O Ebitda regulatório também inclui o ganho.
A dívida líquida subiu com novas emissões de debêntures para financiar o crescimento. A alavancagem, porém, segue acima do limite de 3,0 vezes dos contratos com o BNDES, que é medido apenas em 31 de dezembro. Na apuração de 2025, a companhia diz ter cumprido as cláusulas restritivas.
A carteira de reforços e melhorias autorizada pela Aneel totalizava R$ 7,6 bilhões no fim de setembro, 5,1% acima do fim do segundo trimestre.
