Commodities agrícolas fecham em queda na bolsa de Nova York
Açúcar, café, cacau e algodão recuaram nesta terça-feira na bolsa de Nova York, e o suco de laranja foi a única alta do grupo no fechamento.
Pontos principais
- No fechamento da ICE Futures U.S., o açúcar nº 11 (março de 2027) caiu 3,73%, a 18,35 ¢/lb, a maior queda do grupo.
- O café arábica (dezembro de 2026) recuou 2,76%, a 284,05 ¢/lb.
- O cacau (dezembro de 2026) cedeu 0,28%, a US$ 5.420 por tonelada.
- O suco de laranja foi a única alta: o contrato de janeiro de 2027 subiu 2,81%, a 142,50 ¢/lb.
- A Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar da Índia informou produção de 845 mil toneladas na safra 2026/27 até o fim de outubro, mais de oito vezes a do mesmo período do ano passado.
As principais commodities agrícolas encerraram o pregão desta terça-feira em queda na bolsa de Nova York, com o suco de laranja como exceção. No açúcar, o destaque negativo, a Barchart aponta a produção indiana em alta e a queda do petróleo como pressões sobre os contratos. Com o real desvalorizado, o Brasil, maior exportador global da commodity, pode ampliar a oferta no mercado externo.
No café, o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou que as exportações do país em outubro subiram 61% em relação a um ano antes, para 114 mil toneladas. A desvalorização do real, que favorece os exportadores brasileiros, também contribuiu para a queda, segundo a Barchart. No cacau, o aumento dos estoques certificados pesou sobre a cotação, e o algodão também fechou em queda.
