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Sistemas de alerta de emergência da Ucrânia e Rússia sofrem ciberataques

Aplicativos oficiais de ambos os países dispararam notificações falsas de ataques nucleares e químicos após invasões cibernéticas coordenadas no último domingo.

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Foto: WSJ World
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02/11 às 08:01, atualizado 10:02

Pontos principais

  • O aplicativo ucraniano 'Air Alert' foi comprometido, enviando alertas falsos de radiação e perigo nuclear a usuários.
  • O Ministério de Situações de Emergência da Rússia confirmou um ciberataque massivo contra seu aplicativo móvel oficial.
  • Autoridades russas declararam que o sistema de alerta público geral, incluindo sirenes e rádio, não foi afetado pela invasão.
  • O grupo de hackers pró-Ucrânia Atesh reivindicou a responsabilidade pela invasão dos sistemas russos.
  • O governo ucraniano suspendeu temporariamente o funcionamento do 'Air Alert' para manutenção e correção de vulnerabilidades.
  • Os incidentes ocorreram logo após o encerramento de um cessar-fogo de seis dias na região de Kherson.
  • Especialistas em segurança cibernética classificam os ataques como uma nova tática de guerra digital entre os dois países.

Aplicativos oficiais de alerta de emergência na Ucrânia e na Rússia foram alvo de ataques cibernéticos coordenados no último domingo (1/11), resultando no disparo de notificações falsas para a população. Na Ucrânia, o aplicativo 'Air Alert' emitiu avisos de nível vermelho, incluindo alertas infundados sobre ameaças de radiação e perigo nuclear. Em resposta, a Força Aérea ucraniana utilizou o Telegram para tranquilizar os cidadãos, esclarecendo que não havia risco real e que o sistema havia sofrido uma interferência hostil, sendo posteriormente desativado para manutenção.

Simultaneamente, o Ministério de Situações de Emergência da Rússia (MChS) confirmou que seu aplicativo móvel sofreu uma invasão massiva. Segundo o órgão, criminosos utilizaram a plataforma para disseminar informações falsas, mas o sistema de alerta público geral do país — que engloba sirenes, alto-falantes, SMS e transmissões de rádio e TV — permaneceu operando normalmente. O grupo de hackers Atesh, que atua na Crimeia, foi apontado como responsável pela incursão nos sistemas russos. Os incidentes ocorreram logo após o término de um cessar-fogo de seis dias na cidade de Oleshki, na região de Kherson, marcando uma nova escalada nas táticas de guerra cibernética entre as nações.

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