Ryanair estuda congelar salários devido à alta nos custos de combustível
A Ryanair estima €2 bilhões a mais em combustível no exercício de 2028 por causa do conflito no Oriente Médio e revisa custos, incluindo possíveis congelamentos temporários de salários.
Pontos principais
- A Ryanair estima €2 bilhões a mais na conta de combustível do exercício de 2028, com base nos preços futuros atuais.
- O combustível de 2028 está 25% protegido por hedge, a US$ 954 por tonelada, e as coberturas mais baratas vencem antes do verão de 2027.
- A companhia atribui a alta ao conflito no Oriente Médio e diz que os preços devem seguir elevados até bem dentro de 2027, sem uma resolução rápida.
- A companhia prevê alta material nas tarifas de curta distância na Europa, de até 20%, mas diz que isso provavelmente não cobrirá todo o aumento.
- Acordos trabalhistas que vencem podem exigir congelamentos temporários de salários, segundo a companhia.
- No semestre até setembro de 2026, o lucro após impostos caiu 15%, para €2,15 bilhões, e a companhia diz ser cedo para projetar o lucro de 2027.
A Ryanair, sediada na Irlanda, divulgou os resultados do primeiro semestre do exercício de 2027, de abril a setembro de 2026. Nesse período, o lucro após impostos caiu 15%, porque o querosene não coberto por hedge dobrou de preço. Para o exercício de 2028, a companhia calcula um aumento de €2 bilhões na conta de combustível, com base nos preços futuros atuais, e atribui a alta ao conflito no Oriente Médio.
Sem uma resolução rápida do conflito, a companhia espera que o combustível siga caro até bem dentro de 2027. Para compensar, diz que está revisando todos os custos do grupo: negociações com aeroportos, menor razão de tripulantes por aeronave e mais uso de inteligência artificial em operações e funções de apoio. Acordos trabalhistas que vencem podem exigir congelamentos temporários de salários. A companhia também diz que ainda é cedo para projetar o lucro do exercício de 2027.
