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Netflix recria Experimento de Stanford em novo reality show

A Netflix lançou uma série que recria o polêmico Experimento de Aprisionamento de Stanford, gerando debates sobre ética e entretenimento.

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Foto: Época Negócios
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02/11 às 18:01, atualizado 19:01

Pontos principais

  • A série de seis episódios recria o estudo de Philip Zimbardo, realizado em 1971 na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.
  • Segundo a Netflix, trinta voluntários são designados aleatoriamente como guardas ou presos em uma prisão real.
  • O experimento original foi encerrado após seis dias, devido a relatos de abusos e sofrimento emocional.
  • A nova produção inclui medidas de segurança, como uma palavra de segurança para desistência, ausentes no estudo original.
  • Especialistas questionam a validade científica da série, classificando-a como entretenimento social em vez de pesquisa comportamental.
  • A Universidade de Stanford reconheceu que o experimento original não seria aprovado pelos padrões de pesquisa atuais.

A Netflix estreou uma série de seis episódios que recria o Experimento de Aprisionamento de Stanford, estudo conduzido por Philip Zimbardo em 1971 nos Estados Unidos. Segundo a empresa, a pergunta central da série é "Does power corrupt?" (o poder corrompe?). O estudo original foi interrompido precocemente, em meio a alegações de abuso e sofrimento emocional entre os participantes. Diferente dele, a produção implementou protocolos de segurança, permitindo que os participantes abandonem o programa a qualquer momento com uma palavra de segurança.

Críticos e especialistas em comportamento humano apontam que a série funciona primordialmente como entretenimento, e não como pesquisa científica rigorosa. Para o psicólogo Scott Plous, da Universidade Wesleyan, câmeras, microfones à vista e intervenções encenadas envolvem muito mais interferência que o estudo original. A produtora executiva Jane Lipsitz reconhece graves falhas éticas no experimento de 1971, mas diz que a questão sobre como o poder afeta as escolhas éticas segue atual.

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