Lindsay Clancy busca anular acusações de homicídio em Massachusetts
A defesa de Lindsay Clancy pede o arquivamento das três acusações de homicídio, argumentando que um novo julgamento, após a anulação de setembro, violaria a proteção contra dupla incriminação.
Pontos principais
- A moção da defesa, protocolada em 21 de setembro de 2026, pede o arquivamento das acusações 1 a 3 de homicídio.
- O julgamento começou com a escolha do júri em 20 de julho, e as deliberações começaram em 27 de agosto. A defesa alegava que Clancy não era criminalmente responsável por doença ou defeito mental.
- Em 2 e 3 de setembro, o júri informou duas vezes ao juiz que um jurado se recusava a aplicar a instrução sobre dúvida razoável. Em 3 de setembro, a presidente do júri escreveu que ele reconhecia dúvidas, mas não as aplicava ao veredito, como a lei determina.
- Em 4 de setembro, o juiz anulou o julgamento. Disse que a nota não indicava que o jurado se recusasse a seguir a lei e que, pela lei e pela jurisprudência, não tinha outra escolha.
- O juiz negou os pedidos da defesa para ouvir a presidente do júri, questionar os jurados sobre a dúvida razoável e avaliar a remoção do jurado.
- A defesa afirma que os outros onze jurados entendiam que a acusação não provara a culpa além de dúvida razoável.
- A promotoria disse não ter condições de julgar se os onze ou o único jurado divergente estavam certos, e se opôs a qualquer investigação por não haver indício de parcialidade.
Lindsay Clancy voltou nesta segunda-feira ao Tribunal Superior de Plymouth, em Massachusetts, para a audiência sobre a moção da defesa que pede o arquivamento das três acusações de homicídio pelas mortes dos três filhos. A moção, assinada por Martin G. Weinberg e Kevin Reddington, foi protocolada em 21 de setembro e sustenta que um novo julgamento violaria a proteção contra dupla incriminação.
O primeiro julgamento não terminou em veredito, e a defesa e o juiz leem de formas diferentes as notas do júri. Para a defesa, a anulação foi decidida sem a investigação que a jurisprudência exige; para o juiz, a nota não mostrava que um jurado se recusasse a seguir a lei. Cabe ao tribunal decidir se o processo pode prosseguir.
