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Cingapura investiga Wilmar e polícia indonésia apura incêndios em suas áreas

Cingapura notificou a Wilmar e outras dez empresas por névoa transfronteiriça, enquanto a polícia indonésia tornou suspeitas dezenas de empresas e centenas de pessoas por incêndios florestais.

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Foto: Globo Rural
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02/11 às 17:31, atualizado 20:45

Pontos principais

  • A Polícia Nacional da Indonésia (Polri) tornou suspeitas 245 pessoas físicas e 20 corporações por incêndios florestais e de terra.
  • Quatro das 20 corporações têm capital estrangeiro; 16 são de capital doméstico.
  • Nos casos contra empresas, a Polri contabiliza 104 boletins de ocorrência e 29.168,78 hectares de área queimada.
  • Os investigadores recomendam revogar a licença de 23 corporações por incêndios recorrentes, focos iniciados dentro das concessões e infraestrutura inadequada de combate ao fogo.
  • Segundo a Wilmar, a polícia indonésia apura de forma preliminar incêndios em cerca de 28 hectares de plantações de subsidiárias em Kalimantan Ocidental.
  • A Wilmar afirma que os focos começaram fora de suas concessões ou em áreas não plantadas, sem ligação com preparo de terra ou replantio feitos por ela.
  • A agência ambiental de Singapura (NEA) emitiu avisos de medida preventiva a dez empresas em 16 e 19 de outubro.
  • A Wilmar diz não ter relação operacional, comercial nem de cadeia de suprimentos com as dez empresas.

As queimadas, agravadas pelo El Niño, destruíram cerca de 30 mil hectares e espalharam uma névoa tóxica que atingiu a Malásia e Cingapura, com problemas respiratórios e tensões diplomáticas entre os vizinhos. Na Indonésia, a polícia anunciou os casos em coletiva em Pontianak, em Kalimantan Ocidental, em 29 de outubro, sem divulgar os nomes das corporações suspeitas.

A Wilmar diz cooperar plenamente com as autoridades da Indonésia e de Singapura. Em Singapura, a NEA aplica a lei de poluição transfronteiriça por névoa de 2014 e, em 23 de outubro, notificou a Wilmar para apresentar documentos e informações; a empresa afirma que contratará avaliadores indicados pela agência.

Segundo a empresa, as perdas com cultivos devem ficar abaixo de US$ 0,5 milhão, valor que o conselho considera não material, e não houve interrupção de operações.

Fontes primárias

Polri (Divisi Humas)

Bareskrim Polri Tetapkan 245 Tersangka Perorangan dan 20 Korporasi dalam Kasus Karhutla

Em coletiva no Polda Kalimantan Barat (Pontianak, 29/10/2026), o Kabareskrim Komjen Asep Safrudin informou que a Bareskrim fixou 245 suspeitos pessoas físicas e 20 corporações nos casos de incêndios florestais e de terra. Nos casos de pessoas jurídicas, são 104 registros policiais (laporan polisi), com 29.168,78 hectares de área queimada; 20 corporações são suspeitas, sendo 4 com capital estrangeiro e 16 de capital doméstico. Os investigadores recomendaram a revogação da licença de 23 corporações, com base em incêndios recorrentes, focos iniciados dentro da concessão e infraestrutura inadequada de combate ao fogo. A nota não identifica as empresas.

Wilmar International / SGX

Response to SGX RegCo's Queries (Wilmar International, comunicado à SGX)

Em resposta às perguntas da SGX RegCo sobre os incêndios e a névoa transfronteiriça, a Wilmar informa que a polícia indonésia conduz investigação preliminar sobre incêndios que a própria empresa reportou à polícia, em cerca de 28 hectares de áreas queimadas em plantações de subsidiárias em Kalimantan Ocidental, e que coopera plenamente. Segundo a empresa, esses focos se originaram fora dos limites das concessões ou em áreas não plantadas (terras de agricultores comunitários e áreas de conservação), sem evidência de ligação com preparação de terra, desmate ou replantio feitos pela Wilmar. Recebeu em 23/10/2026 aviso da NEA (Singapura) sob o Transboundary Haze Pollution Act e declara não ter relação com as 10 empresas notificadas pela agência. Estima perda de cultivos abaixo de US$ 0,5 milhão, que o conselho considera não material.

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